Império da Casqueira


Capítulos edificantes da nossa história

 

Um Lampião para iluminar os destinos do legislativo.

 

Foto: http://blogdogonzaga.blogspot.com/



Escrito por Benito Barros às 09h57
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história em quadrinhas

 

Na ilha, assim sempre tem sido:

enquanto o povo carrega a cruz,

aos preteridos e recém-convertidos...

generosa distribuição de bubus.



Escrito por Benito Barros às 09h56
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do Aurélio:

chupeta

2.         Bras.  Mamilo de borracha para crianças. [Sin., nesta acepç.: bico, bubu, chucha, consolador, consolo, pipo (AM) e tetina (lus).] 



Escrito por Benito Barros às 09h55
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Mas, o amor continua lindo.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 09h53
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Ainda a delícia das águas termais

das maravilhosas glebas imperiais.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 06h49
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Prolegômenos da insanidade (continuação)

 

Bons tempos

em que flutuávamos

no labirinto sem paredes

do tédio

- prelúdio do porto-ilha da indignação.

 

O vazio excedeu-se

e, insubstanciais, mais inflamos

suas artérias.

...



Escrito por Benito Barros às 06h16
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Embate de vazios.

 

Vazio                    

                         entre                        

                                                        eu                             e                      

                                                                                                     você

vazio

                          entre                       

                                                         você                        e

                                                                                                                 eu

vazio



Escrito por Benito Barros às 06h15
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                          entre                  

 

vazios

mediado pelo devir

 

b                      a                       l                         d                         i                          o.



Escrito por Benito Barros às 06h15
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...

 

Aliás,

foram dois os meus silêncios prometidos:

o da voz estrangulada

e o da escrita, aqui, contido.

 

Fim de Prolegômenos da insanidade



Escrito por Benito Barros às 06h13
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Arte para o povo.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 06h35
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Prolegômenos da insanidade (continuação)

 

Enquanto tu, escravo inútil, não és totalmente inútil porque és deplorável.

Teu ser é todo sujo.

De tuas entranhas aflora o acre cheiro da apatia.

Na tua cara pasma, brotos de obscena covardia,

e não tens noção da tua imundície.

(Gregorsamsamente asqueroso e patético, e sem um Kafka!)

Mas podes, se te ilumina meu gênio,

trocar tua abjeta condição servil.

 

Escuta o que te digo: fizeram-me pária?

Sou pária por opção? Não importa!

Se sou marginal fiz-me na luta contra a escravidão

e não me intimidam os dentes cariados do leão.

 

Estranhas-me? Enfastio-te?

Envergonho-te? Enojo-te?

Sou um verme, pois!, e à tua felicidade

contraponho minhas intenções marrons

e (opaco, transvertido Maldoror)

a sede do infinito no uivo dos cães.



Escrito por Benito Barros às 06h20
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Detestas-me? Tens ganas de matar-me?

Nunca conseguirás matar-me

antes de tua própria morte.

Cria, então, grandeza e coragem,

e segue meu único conselho:

desfigura esse teu rosto torpe

ou estilhaça em mil pedaços

todos os espelhos.

E deixa-me cumprir a sina de nuvem

naufragada em mar turvo, revolto

de vinho e desejos.

...

 

A “Vós,

eminentíssimos e reverendíssimos cardeais, inquisidores

da República Cristã Universal contra a depravação herética”, (4)

serpentes que fechais o sinal para o sonho,

o frio ventre das frustrações

que sigo ao sol

e não me segue sombra

do se arrepender,

pois finda, se funde

à penumbra

(parda luz) do esquecer.

...

 

(4) Abjuração de Galileu Galilei



Escrito por Benito Barros às 06h19
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Prolegômenos da insanidade (continuação)

 

Puto da vida, chutei a bunda do tédio

e recebi, com prazer, a visita da morte.

Que bela menina!

Sempre me pareceu uma virgem no frescor da puberdade.

Alva, cabelos longos e um sorriso de matar qualquer um.

Falamos do nosso futuro, de suas intenções,

de nosso prolongado noivado.

Da nossa futura morada (o nada) e dos filhos que teríamos.

Passeamos braços dados, como fazem os noivos, noite afora.

Ela ria muito dos outros por a temerem,

e seus alvos dentes nada diziam da imagem falsa que dela faziam.

Quando lhe falava dessa imagem monstruosa construída pelos homens

mais ela ria um riso solto, largo.



Escrito por Benito Barros às 06h08
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Quando se passeia com a morte convém esquecer do resto

e prestar bem atenção a ela, somente a ela,

ainda que no céu espiando esteja uma lua ávida

por escutar nossa conversa.

(Não entendi o interesse da lua...)

Conversávamos sobre coisas banais como é costume entre namorados.

Mas era, decerto, uma conversa encantadora.

Ela dizia:

“ Passar a vida a transmigrar

de um medo para outros medos,

de uma perda para outras perdas

por não ter coragem de se matar...

À vera:  se vive ou vale a vida

sem um projeto suicida?”

A tão bela menina, como não concordar?

 

Lá pras tantas, sentenciou em meio a tolos sorrisos:

“Felicidade demasiada enfada,

mediana engana,

mínima é maldade.”

 

Por aí caminharam nossas banais idéias de enamorados, noite adentro.

Madrugava, entre juras de amor eterno despedimo-nos.

Mas não sou tão fiel quanto costumo apregoar, e,

tão logo ela se afastou, veio-me  à mente um vil projeto de traição:

queria  aquela lua para mim, toda minha,

em creme cariado de cinzas

da curiosidade e da imperfeição.



Escrito por Benito Barros às 06h07
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