Império da Casqueira


Ouvido no bar Império da Casqueira

 

Um cara reclamava que estava tremendo por causa do excesso de bebida.

Outro comentou: “O pior, companheiro, é que a gente fica eletrocutado, mesmo!”

 

Seria cômico se não fosse trágico.

 

Ontem aconteceu um acidente na entrada de Macau. Vieram buscar a ambulância no Pronto-Socorro. A ambulância não pode ir. Motivo: não tinha combustível!!!

 

Até Deus duvida

 

O show da cantora evangélica Cassiane (deveria ser “cace outra”) deixou um bocado de gente desiludida. Durou menos de uma hora, pois das 23 músicas previstas, ela só cantou 7 (a conta da mentira). Por mim!!! Dizem, no entanto, que a Viúva desembolsou 70 pilas pelo espetáculo. Alguns sucessos levados a público pela estrela: “Recompensa”, “Vale a pena esperar” e “Receba”. Como dói! Sei não!!!



Escrito por Benito Barros às 06h11
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Soltei a escota.

Já não me guia o soturno vento

da sobriedade.

Pouco ou nada interfere,

nesse desnorteado caminhar,

as rajadas de racionalidade.

 

A me conduzir, apenas

as águas daninhas da embriaguez

ou a correnteza suave

do ser absorto.



Escrito por Benito Barros às 06h09
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Neste fim de semana, nada de praia!

Que tal pedalar, como faziam nossos avós?!

 

 

Quem sabe, tirar aqueles velhos patins da gaveta?

 

 

Ou, brincar na rampa,  como antigamente...

 

 

Caminhar na mata, também, é uma saudável alternativa...

 



Escrito por Benito Barros às 06h08
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Para os mais preguiçosos sugerimos a velha brincadeira de soltar pipa.

Pode ser interessante soltar pipa.

 



Escrito por Benito Barros às 06h02
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Vez em quando...

 

No ambiente sórdido das rodoviárias

das cidades do interior,

vez em quando

pousam anjos.

 

No ambiente sórdido dos subúrbios

das cidades do interior,

vez em quando

nascem anjos.

 

Feliz quem,

vez em quando

naufraga nesses ambientes sórdidos.



Escrito por Benito Barros às 05h15
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Inicio-me duma frase qualquer.

Seja de que for feita ou de que se fará.

 

A quem convém meu início,

se findo em igual sítio estéril?

Elaborar-se-me é fato desprezível.

Linha após linha, traços seguindo traços,

ilógico e disparatado,

destarte vou-me engenhando demente

sem rumo nem prumo.



Escrito por Benito Barros às 05h49
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Antes do desfile patriótico, o comandante-em-chefe das gloriosas Forças Armadas Imperiais passa em revista a tropa.

 

 



Escrito por Benito Barros às 05h49
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A paixão ao febricitar pare

loucos.

 

A poesia redime quem se

mangueia.

 

Pangaio de canto paia,

- espinho-de-bananeira –

desatilado, torto bordejo

onde meu cantar se espraia:

do mangue à maluqueira.



Escrito por Benito Barros às 06h01
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A palavra faz cócegas na idéia.

Um aleijão; espelho cego, vasilha incompleta

é mentira e verdade e nada,

entanto, nos governa,

tiraniza, corrompe e se corrompe.

 

O homem será quando desprescindir de dizer

com palavras.



Escrito por Benito Barros às 05h30
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Arte para o povo.

Claude-Marie Dubufe

(1790 - 1864)

 

Claudio Tessari

 

Clément Serveau

(1886-1972)

 

Cornelis Van Haarlem

(1562 - 1638)



Escrito por Benito Barros às 05h29
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Festança do Sal

 

1- Perguntaram-me como estava a Festa do Sal. Respondo: melhor não poderia estar... para alguns!

Um exemplo: disseram-me que três bandas – Carruagem do Forró, Chocolate com Pimenta e Doce de Leite - animaram a tarde de domingo em Camapum.

Detalhe insignificante: as três bandas tinham os mesmos componentes. Bacana, né?!

2 – Domingo à noite, no corredor da folia houve missa e discurso do prefeito. Anunciaram que em seguida haveria show do  Kabaço Molhado. Não houve. Que diabo é, hômi?

3 – Falam tanto que essa brincadeira vai custar à Viúva a pequena fortuna de R$ 1.200.000,0 (um milhão e duzentos mil reais) mas eu ainda não consegui nenhum documento que comprovasse esse, digamos, investimento. Transparência nota 10.



Escrito por Benito Barros às 05h20
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Dado a despropósitos,

inventou de juntar, ao final do ano,

a penca de partes em reunião de congraçamento.

 

Era de se extasiar quem ali os olhos pusesse.

 

Enquanto - parcos momentos - pontificava a mulher,

ele erguia a cabeça

- coragem, fêmeo é teu nome  -

sobranceiro.

O senil transmudava em covardia uma já

ponderação aviltante

- a impotência governava. 

A criança ria. E chorava algo próximo

do que chamam saudade.

O suicida ironizava, e jactava-se de sua condição

de absoluta superioridade:

“Eu dito as regras em última instância.”

Por pouco não vai às tapas com a mulher e a criança

que, em verdade, até o admiravam.

E, mais verdadeiro, apenas o canalha detestava-o.

O adulto lamentava não ter tido infância.

O canalha fustigava o sério, a quase se fazerem único.

O místico exibiu fórmulas fantásticas de salvação geral.

Incomodava todos, o acre desprezo do cínico.

 

Era de se extasiar quem ali os olhos pusesse,

até porque, acima de todos e por mais tempo

imperou soberbo

o néscio.



Escrito por Benito Barros às 06h45
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Dadas às proporções da balbúrdia,

tamanho o despropósito,

o cérebro reclamava paz.

Alheado, ele voltou aos largos e pródigos braços

do álcool.

 

Como se disse, a última palavra coube

 

ao suicida.



Escrito por Benito Barros às 06h44
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Teremos um feriadão pela frente. É bom aproveitar de maneira saudável, se possível fazendo exercícios. O Imperador sugere a prática de esportes com prancha.



Escrito por Benito Barros às 06h43
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Body-board

 

 



Escrito por Benito Barros às 06h42
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Surf

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 06h40
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Skate

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 06h38
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Não esqueça de recuperar as energias com um substancioso lanche.

 



Escrito por Benito Barros às 06h37
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Cansaço de pedra

virou-me nuvem.

 

Em meu regaço,

um anjo

 

chora.

 

Para consolo dele,

com um tico de suas lágrimas,

chovi abundante

para lavar do mangue

o excesso de amargo

do homem.

Com meu restante,

neblinei miúdo

sobre o adusto sertão,

despertando-lhe

o cheiro esperançoso

do velame e do marmeleiro.

 

O anjo sorriu.

E,

para que se cumpra minha sina de pedra que virou nuvem,

converti-me em estrume.



Escrito por Benito Barros às 06h05
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Ouvido no Bar Império da Casqueira

 

Olegário, do Alto, citado por Zé Martins: “Eu troquei tanto cu quando era criança que eu não sei se o que eu tenho agora é o meu mesmo.”



Escrito por Benito Barros às 06h33
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Domingo é dia de praia!

 

 

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 06h31
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Na madrugada confinada em meu peito,

uma penca de sentimentos ignóbeis

rebuliçam, chafurdam,

e desdenham do sol

que há de vir.

 

Na madrugada enclausurada em meu peito,

sórdidos sentimentos urdem

cavilosos, em ardis,

blasfêmias à luz

que há de vir.

 

Não te incomodas, não te comoves?

Foram, pois, teus desdéns

que do meu peito fizeram

cativeiro da madrugada.

 

Luz e tempo hão de vir

e os enrijecidos dedos da desesperança

hão de espremer a apostemada alma

para expelir o espinhoso

bem-querer incitador de desprezos.



Escrito por Benito Barros às 06h28
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