Império da Casqueira


A coisa andava meio que parada por essas bandas quando soube do caso da quadra. Transcrevo  um comentário enviado por “Paulo Roberto”.

“Ontem à noite no Ginásio de Esportes de Macau, estava acontecendo uma partida de futebol de salão que precisou ser paralisada, por não se ter condição para o evento. Motivo,: neblinava um pouco, e a cobertura  da quadra parecia mais uma peneira ;a ponto do árbitro paralisar e transferir para outra data. Como é que pode, uma cidade do porte de Macau que recebe MILHÕES de reais p/ mês, acontecer um episódio triste como esse, onde estão as pessoas responsáveis pelo  esporte macauense? Onde está o prefeito que está investindo R$1.200.000,00 na "Famosa Festa do Sal"?. Isto é simplesmente uma VERGONHA...”

 

NOTAS

- O jogo entre Macau e São Gonçalo poderia definir, no  caso de vitória de Macau, uma participação inédita do nosso time na Taça Brasil de Futsal como representante do RN.

- Há dias assisti na TV Litotal a um daqueles babões costumeiros tecer os melhores comentários sobre o atual governo no quesito esporte.

- Não consegui ainda os números oficiais sobre a Festa do Sal, mas  se for verdadeira a cifra citada no comentário, é mais que uma vergonha – é uma PATIFARIA!

É uma PATIFARIA e um CRIME gastar R$ 1.200,000,00 (um milhão e duzentos mil reais) numa festa em uma cidade para qual foi recente e cinicamente decretado “estado de calamidade” em virtude das chuvas que deixaram algumas famílias desabrigadas e das péssimas condições da ponte Macau-Ilha de Santana.

Vale lembrar que ainda temos várias famílias abrigadas em creches nos distritos, e, até hoje, não se iniciou o serviço de recuperação da ponte, apesar da CAERN ter colocado à disposição da prefeitura uma quantia razoável para este fim.

Enquanto isso, os responsáveis pela administração pública municipal continuam levando adiante a campanha de desarborização da cidade. Depois que foram proibidos de arrancar, mudaram o método: estão pelando as árvores. Em algumas deixam só o tronco! Depois não vá ninguém ser apelidado de “Pela-pau”...

Esse negócio contra as árvores está me parecendo algo a ser seriamente considerado pela psicanálise.



Escrito por Benito Barros às 06h03
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Reler Clássicos

 

O mais alto sentir

do grão:

saber-se nada

- na inveja à rocha,

tudo o é.

Da certeza

de não poder

ser rocha

- o é.

 

E praz-se,

- acanhado,

solitário

e insubstancial -

nas rochas

inventado.



Escrito por Benito Barros às 06h00
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Arte para o povo.

Anne-Louis Girodet de Roussy-Trioson

(1767 - 1824)

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 05h59
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Barcaças do rio Açu,

segui mansas rumo ao Atlântico

coração.

Croas e mangues margeanos

deixai passar a história

nos pranchões entupidos de passado

desde quando imponentes,

o sertão nas entranhas,

vararam a barra do século.

 

Desencalhemos a nossa história,

minha e vossa,

das croas do esquecimento

até quando na cabine

em decomposição

meu sêmen, por mãos inexperientes,

jorrou inocente no tabuado

agreste e doente.



Escrito por Benito Barros às 05h39
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Barcaças santuário

emprenham-se de gente

e melancólicas carregam no colo

a filha mais bonita:

Navegantina.

Procissão de N. S. dos Navegantes – década de trinta 

E o hino se faz leito -

tapete de sons por onde caminha

o emocionado ateuzinho de merda.

 

Paaam

panranram-panranram-panranram

panranram-panranram-panranram

panranram-panranram-panranram.

Pam-pam

Salve ó Virgem dos Navegantes,

Ó bela estrela do mar...



Escrito por Benito Barros às 05h35
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Barcaças do rio Açu,

de sobrenome esquecimento -

não velamos com dignidade

vossos abandonados cadáveres.

 

Barcaças, graves carcaças,

guardo na memória das minhas feridas

os mantos de arestins

- feridas

do tempo sem memória.

 

Barcaças do rio Açu,

cinzentas carcaças a nos ensinar

como o próprio rio defunto-cemitério:

é uma piada levar a vida a sério.

 

Barcaças do rio Açu,

segui mansas rumo ao Atlântico

coração.



Escrito por Benito Barros às 05h29
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O amor é lindo e não pode morrer. (9)



Escrito por Benito Barros às 05h26
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É um barco antigo minha alma.

 

Da espera vã, do vão lamento,

a singrar insubstancial tormenta.

Da ave da noite, a podre madeira

agasalha o grito agourento.

 

De que árvore, a madeira, de craca cariada,

do casco?

Que aziago solo, corrompido ventre gerou

o lenhoso asco?

De que infortunado céu, nuvem azarenta molhou

o lamoso chão?

De que inferno, vil chama ardente engendrou

a evaporação?

 

A velha nau não tem resposta

que redima ou castigue,

clareie ou cegue.

A certeza única de um prisco barco

é a infinitude do sofrer

em que navega.



Escrito por Benito Barros às 07h03
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Branquinho

Cantiga de amor marinho

 

No marinho do meu peito,

um cardume de sonhos

apascento.

O salitrado coração é leito

de peixes e monstros

gentes e ventos.

.........

 

O leste ainda não clarina

já o príncipe de Diogo Lopes,

ousado, se faz ao mar

Dês dos dez anos, a sina

dos que não temem os golpes

dos ventos e as ondas do mar.

 

Medo do monstro do mar? Não, ele é.

Teme, da sereia, o cantar? Não, ele é.

Medo do mar em turbilhão? Não, ele é.

Teme as festas do meu coração? Não, ele é.



Escrito por Benito Barros às 05h21
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Vai, meu Branquinho, que este mar é teu.

Volta, Branquinho, que o meu peito é teu.

 

Os peixes te esperam

- zinga manso ao mar.

As veias me apertam

- zinga forte ao voltar.

“É o quê, hômi?

Branquinho se demora?

Minha Mãe Iemanjá

traz Branquinho lá de fora”

 

“É o quê, hômi?

Branquinho não voltou?”

“Nesse marzão danado

por quem se enamorou?”

 

Ah, ele chega!

Em terra, há outros remos a zingar.

“Meu marujo, meu Branquinho,

senhor do meu navegar.”

 

“Levou seis anos

pescando, pescando

para encontrar

o meu coração perdido

nas profundezas do mar”

 

“Branquinho, meu Branquinho,

Não custes a voltar

que desde ontem,

Branquinho,

levo a vida a te sonhar

senhor do meu coração mar.”

 

“Branquinho, meu Branquinho,

meu galo-do-alto, meu beijupirá.”



Escrito por Benito Barros às 05h21
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Canção do Fim. De quê?

 

Onde, pois, nosso amor esculpido em silogismos da fome?

A exalar semens de tragédia?

Ineptos, não seguimos o vôo líquido do sussurro

transbordando poros,

encharcando desvãos da alma.

Insensíveis, perdemos o átimo de ventura

do gozo

malogrado num jogo de faz-de-conta.

Covardes, não soubemos recusar as dádivas

indesejadas.

Mais covardes fomos

quando dissimulamos

fugazes antipatias.

Eram fugazes?

Onde, pois, nosso amor gestado em fúrias antropófagas?

Se não fomos um,

sejamos multidões desencontradas.

 

Ouça, meu amado,

antes a minha lancinante solidão

povoada de interrogações

que o teu silêncio denunciando desdém.

Ouça, meu amado...

Não, não ouça nada, nem olhe para trás,

pois já não somos

o que nunca poderíamos ter sido.

Somos apenas, eu e sua lembrança,

inquilinos do inferno

que um de meus eus encerra.



Escrito por Benito Barros às 06h09
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Um caso muito  estranho

 

Nos deparamos, ontem, com uma árvore semi-arrancada rente ao meio-fio da calçada lateral do BNB. Considerando a altura (cerca de 1,70 m) das marcas encontradas na árvore, supomos tenha sido um carro de grande porte que tenha feito o estrago. E, pior, quem se detivesse a analisar o quadro concluiria, pela posição da árvore e direção das feridas, que o abalroamento não foi acidental.

Contaram-me, certa vez, de uma patifaria promovida, há muito tempo, pelos organizadores do Carnatal. Em determinada rua havia uma árvore que atrapalhava a passagem dos trios. O Ministério Público sinalizou pela proibição de arrancá-la. Solução encontrada pelos organizadores da festa: uma providencial caçamba colidiu  “acidentalmente” com a árvore “intrusa”.

Não obstante a insanidade em moda na nossa ilha, receio fazer alguma ligação entre essa patifaria acontecida em Natal e o caso da árvore do BNB. Mas que o caso é muito estranho, ah, isso é!!!

Em tempo: com a ajuda de alguns companheiros que estavam no bar Império da Casqueira, conseguimos “ajeitar” a árvore. Longa vida a ela!



Escrito por Benito Barros às 06h07
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Domingo com arte

Edgar Degas

Jovens espartanos se exercitando (detalhe)

 

Agostino Carracci

Plutão

 

Albrecht Dürer

Adão

 

 

Alexandre Séon

Orpheus

 

Amnon



Escrito por Benito Barros às 06h06
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