Império da Casqueira


Intempestiva visita da felicidade

                                           "Agonies are one of my changes of garments"

                                                                                  Walt Whitman

 

Ela veio meio que como uma velha mulher vulgar,

se oferecendo a troco de nada.

Solerte, quis se instalar em mim.

Arreganhou um sorriso de deboche,

abriu-se toda a mostrar suas partes obscenas

como a dizer: “possua-me, use-me”

Matreiro, recusei.

Sou demasiado gasto, traquejado nas insídias

da vida

para cair nessas ordinárias aventuras.

 

E não vou sair ridículo, por aí, em fantasias de felicidade.

É preferível a morte.

 



Escrito por Benito Barros às 05h09
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Recebi – agradeço emocionado - de uma contumaz leitora do blog.



Escrito por Benito Barros às 05h04
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Esse negócio de blog está meio devagar por conta do vestibular no próximo domingo. O Imperador Bena I, o Laborioso, tem labutado febrilmente, não lhe restando muito tempo para os afazeres jornalísticos.

Mas tem novidades que nem presta! Querem ver?

Tem “agente laranja”  que teve as asas quebradas pelo Judiciário, a pedido do Ministério Público.

Tem vereador mimoso enredando ao prefeito que um secretário (também vereador, do PSDB) estava participando da carreata de Geraldo Melo, PSDB. E ele nem tava. Tava em casa se balançando numa rede peessedebista.

Tem vereador que disse que ia (apoiar D. Vilma), mas terminou não “fondo”.

Tem Condinho nas paradas de sucesso.

Tem prefeito tão bacana que dá cambão até em  vendedor de algodão doce..

Tem audiência sobre os cheques furtados da Viúva.

Tem homenagem, hoje, ao poeta Gilberto, no Lions, porque o teto do Hianto está caindo.

Tem muriçoca que nem o diabo.

Tem o 6º Encontro Ecológico da RDS Estadual Ponta do Tubarão, de 20 a 23 de julho de 2006, no Rancho.

Entonces, até mais ver.



Escrito por Benito Barros às 05h42
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Mensagem importantíssima do Companheiro Guerra:

 

Falando em sanguessuga será que alguém se lembra no que deu a denúncia da compra de R$1.000.000,00[hum milhão de reais] em feiras, pelo então Secretário de Agricultura do governo anterior, Nélio Dias, adquirido da "empresa" de um motoboy ??? Recordo-me da entrevista do repórter Túlio Lemos, na TV Tropical, com o pai do motoboy, que desmentiu que o filho fosse empresário e que todo mês, ele, pai, [com o dinheiro de sua aposentadoria] ajudava nas despesas de seu filho, pois o que o filho ganhava não dava para sobreviver. Eu não me lembro de ter visto o fim deste caso.

xxxx

 

Parodiando nosso maior poeta:

É das mais ricas terras pequeninas,

Apraz-me repetir quando converso.

Possui alvas e esplêndidas salinas

E as maiores quadrilhas do universo



Escrito por Benito Barros às 05h41
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                                   GILBERTO, NO CORAÇÃO.

                                                                       Horácio Paiva

 

                                   Contava-me o meu irmão Daltro que o poeta Esmeraldo Siqueira, seu professor no velho Atheneu, costumava dizer que nunca lhe faltavam interlocutores para uma boa conversa. Quando precisava de sua companhia, naqueles instantes mais necessários ao alimento da alma  -  que busca respostas no conhecimento e na afirmação filosófica, religiosa ou estética  -, ia à sua biblioteca e, diante da plêiade de autores consagrados, escolhia um deles, “puxava-o pela orelha” e lia-o avidamente, no silêncio de seu recolhimento.

                                   Com Gilberto Avelino, posso dizer que o meu diálogo continua, mesmo após a sua morte. Não apenas na agradável e emocionada leitura de sua obra lírica, mas também  -  e sobretudo  -  no arranjo da memória, no hábil e sentimental exercício da evocação e manuseio diário das lembranças, colocando-as em movimento, removendo-lhes o pó do tempo, polindo-as constantemente, para preservar-lhes a atualidade, a pureza da vida.

                                   É que

 

                                   a saudade bate no peito

                                   como armadilha

                                   no coração

 

                                   remove o pó do tempo

                                   aquece

                                   como um frêmito de sol as veias

                                   geladas do passado.

 

                                   Às vezes quero oferecer-lhe alguma coisa, ou escutar, por exemplo, a sua opinião sobre algum poema que escrevi. E a memória aquecida me dá essa resposta...



Escrito por Benito Barros às 05h37
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                                   Às vezes trago-lhe a lembrança lírica de remotas passagens de sua própria infância, que, com prazer, me contava. E então o vejo criança, à noite, já deitado em sua rede, mas ainda sem dormir, e, assim, o ouço dizer à sua mãe:

                                   “- Mamãe, quero água!” E a imagem terna da mãe, que se levanta, pega o canequinho de alumínio, enche-o com a água fria da quartinha  -  postada à janela, para melhor assimilar a frieza da noite  -  e dá-lhe de beber.

                                   Ou, ainda, poderia oferecer-lhe a singularidade de suas visões proféticas, como nos três curiosos exemplos, a seguir narrados:

                                   Em recente artigo, Ticiano Duarte, nosso amigo comum  -  e que hoje ocupa, na Academia Norte-riograndense de Letras, a cadeira que fora do poeta  -, conta de sua reconciliação com Gilberto, ainda na juventude, a partir de um sonho dele. Gilberto sonhara com o pai, já falecido, de Ticiano, e aquele o recomendara procurar o grande amigo e reconciliar-se com ele. Cumpriu o sonho, dando continuidade à longa amizade.



Escrito por Benito Barros às 05h37
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Na mesma semana de sua morte, Gilberto sonhou com o meu pai (já falecido à época), a quem muito estimava e admirava, e a quem seguira politicamente em Macau. Dizia-lhe o meu pai que precisava de sua presença, de sua assessoria, para tratar de assunto que requeria urgência. Era uma premonição. Não se evidenciava a certeza, e Gilberto contou-me repetidamente esse sonho, embora sem ares de tragédia e de forma até divertida.

                                   Proféticos esses belos versos, retirados de seu último livro publicado em vida, “Os Tercetos e um Canto às Vozes do Mar”, e que compõem o último poema dos Tercetos:

 

                                   “Amada amiga, não devo dizer-te agora:

                                   entende a voz dos ventos. Chama-me o mar.

                                   Embarcar irei. À madrugada, a vaga

 

                                   é tranqüila. Digo-te, perenizo os instantes.

                                   Nas tuas lembranças, pois, sempre aportarei.

                                   Ao mar. É o caminho, a minha saga e sina.”

 

                                   Eis que ressurge Gilberto! E, afinal, há um poema que quero, agora, oferecer-lhe, intitulado “Gilberto Avelino”. Não é meu. Veio-me pelo poeta e caro amigo Diógenes da Cunha Lima. O seu autor, João Batista Pinto, descendente de Martins Ferreira, um dos fundadores de Macau, conseguiu, em elaborada síntese, um belo resultado estético, ao evocar a imagem de nosso querido Gilberto:



Escrito por Benito Barros às 05h37
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                                    “Foste o sol e o sal

                                    Na planície salina.

                                   O vento que não varreu os sonhos,

                                   A sombra clara e amena,

                                   A brisa morna e azul,

                                   O espectro da luz do Alagamar.”

 

                                   E mais: oferenda maior seria enfim a hora de relembrar a sua declaração de amor a Macau, nesses versos inesquecíveis:

 

                                   “Esta é a terra que amo.

                                   De rio em preamar sereno,

                                   onde, entre ferrugens e sombras,

                                   descansam âncoras, e navegam

                                   fantasmas de barcos cinzentos.”



Escrito por Benito Barros às 05h35
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Nós

       Desatados

 

no ante viço fanado

esse amor malpassado

em tons de fúria gerado

o que não foi fez-se passado

no amanhã desencontrado

 

desatados

nós que ramos

somos e éramos

de vegetal magoado

 



Escrito por Benito Barros às 05h50
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A morte sabe a quê?

A morte encontra-se onde?

A morte é mínima;

maior minha ruína

em olhos e boca inacessíveis.

Delicada e trágica é a dor

dum rosto que se imana

em mim.

 

A dor aguda, a morte mineraliza.

A morte é líquida, o sofrer agonia.

A morte é merda, a dor destrói.

A dor na morte se fia.



Escrito por Benito Barros às 05h46
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A campanha eleitoral começou tranqüila, em Macau. A monotonia de sempre. A mesma paisagem, o mesmo quadro da campanha estadual anterior. Assiste-se ao enfadonho desfile costumeiro de candidatos trazendo a tiracolo os famigerados cabos eleitorais.Os mesmos candidatos, os mesmos cabos eleitorais. Será? Êpa! A coisa não é bem assim... para usar uma expressão cara a Chico Paraíba.

No último sábado, Geraldo Melo, como sempre, percorreu algumas ruas da cidade, iniciando o périplo pelo Mercado Público, acompanhado dos vereadores Haroldo, Oscar, Odete e correligionários. Até aí nada de anormal. Geraldo já foi figura de proa do PMDB, partido dos três vereadores. Aliás, Geraldo começou na vida pública pelas mãos de Aluízio Alves e sempre esteve ao lado deste. Então, nada mais natural que dois vereadores peemedebistas o apoiassem, já que o PMDB não apresentou candidato ao Senado. Estranho seria se estes vereadores apoiassem Rosalba Ciarlini, candidata ao Senado pelo PFL, adversário histórico do PMDB.

Depois veio Henrique Eduardo Alves. Aí começa o auê. O deputado, aquele da Playboy, chegou soltando fogo pelas ventas com a decisão dos três vereadores. E ele, o deputado filho, tem razão. Que história é essa de apoiar um candidato do PSDB? Então, não tem saída: EXPULSÃO! o quanto antes. Delenda Carthago! A voz da moderação se fez ouvir: melhor que expulsá-los, vamos concitá-los a pedirem para pegar o beco. Para tanto, primeiro há que ser feita uma intervenção no Diretório. Assim foi feito. Hoje, a Comissão Provisória do PMDB é composta de Zé Antônio, Chico Paraíba, Champirra, Zé Maria do Posto e outros autênticos peemedebistas. Agora, sim, convidemo-los a pedirem para sair.

Eu, sinceramente, acho muito acertada a decisão do deputado Copa da Alemanha e dos seus fiéis cúmplices.

Afinal, em política se exige, entre outras coisas, fidelidade.

E, pelo que sabe, o PMDB estadual sempre foi correto com o PMDB local. Veja-se a última eleição municipal. O PMDB tinha candidato a prefeito e os líderes peemedebistas estaduais fizeram questão de virem prestar apoio ao candidato... do PP. Deixaram de lado o peemedebista Haroldo Martins para seguirem a candidatura malufista. Agiram corretamente. Afinal, qual a diferença entre Maluf e essas lideranças estaduais do PMDB?

Como está também muito certo Chico Paraíba apoiar, para Deputado Federal, o também malufista, Nélio Dias. Tem tudo a ver com o passado, o presente e o futuro do vereador.

De igual forma, ninguém poderá criticar (ou gargalhar) quando subirem no mesmo palanque - apoiando Garibaldi - o senador Zé Agripino (PFL), Rosalba Ciarlini (PFL), Afonso Lemos (PFL), Flávio Veras (PP), Zé Antônio e as demais autênticas lideranças peemedebistas municipais.

Afinal de contas, foi o ex-prefeito, pefelista histórico, Afonso Lemos quem lançou – à exceção de Chico Paraíba –  no mercado político, a grande maioria dessas autênticas lideranças do PMDB e do PP municipais.

Quanto aos Alves, não há nenhuma crítica a ser feita: eles sempre apoiaram, como dissemos, o PP macauense. Decerto, por contarem com o desprendimento e liberalidade do atual prefeito em torrar grana em campanhas eleitorais.

Pobre Macau!



Escrito por Benito Barros às 04h36
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Urbanização flavínora

O vereador Haroldo Martins nos enviou as fotos abaixo com a seguinte mensagem: “Enquanto derrubam árvores, o povo vive nestas condições. Uma família está ‘morando’ na área de Lazer I, ao lado da Prefeitura. Esta família foi retirada de um barraco na entrada da cidade.”

 

 

 

Uma mensagem do companheiro Guerra:Tudo isso é surreal. "De pernas pro ar", lembrando Galeano: "O mundo ao avesso gratifica o avesso: despreza a honestidade, castiga o trabalho, recompensa a falta de escrúpulos e alimenta o canibalismo. Seus mestres caluniam a natureza: a injustiça, dizem, é lei natural". O prefeito de Macau é catedrático dessa escola do mundo ao avesso.



Escrito por Benito Barros às 05h38
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Apesar dos pesares...



Escrito por Benito Barros às 05h33
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Clássicos da MPB

 

“Receba as flores que eu te dou,

e, em cada flor, um beijo meu..."

 

 



Escrito por Benito Barros às 05h32
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Apesar dos pesares...

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 03h57
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...um bom domingo a todos.

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 03h56
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- Finalmente, depois da intervenção  de algumas autoridades do Judiciário e do próprio Ministério Público estadual, o representante do MP em Macau resolveu dar um  basta às insanidades do novo-rico arrivista que “administra” a nossa ilha. Soubemos que o novo-rico arrivista recebeu o documento do MP no intervalo da entrevista que concedeu à TV Litoral, quando, lógico, não poderia se esconder. Parece-nos que o MP exigiu a apresentação de projetos que justificassem a barbárie que estava sendo praticada, como se justificativa pudesse haver. Profissionais da área (arquiteto, paisagista)  foram contratados para fazerem os tais projetos... nas coxas. A crueldade maquiada a toque de caixa.

- A entrevista do novo-rico arrivista, na sexta-feira, foi, realmente, um festival de mistificação.

Num momento de  amnésia, atacou duramente a ação dos vereadores Haroldo Martins e Odete Lopes que , hoje, criticam a sua destruidora administração, por terem participado do governo de Zé Antônio.

Agora, vem cá... quem era o vice-prefeito de Zé? Quem foi que indicou uma ruma de celebridades para ocuparem cargos comissionados?

Hômi, vai!!!!

Outra coisa: defeitos houve no governo de Zé, e não foram poucos. Mas não há quem o acuse de ter agido da forma insana, irresponsável e ditatorial como agora está ocorrendo.

Independentemente de terem feito parte de tal ou qual governo - ou desgoverno - a verdade é que estes vereadores, HOJE, tão-somente  expressam a indignação da maior parte da população com as atitudes predatórias da atual gestão.

- Quando dizia das maravilhas da saúde, um telespectador mandou uma reclamação: faltava o remédio dele nas farmácias públicas: Gardenal. (coitado!)

- Apoplético, atacou: “Os vigilantes são a categoria mais irresponsável!” Sei não, mas creio que caberia uma ação por danos morais.

- O momento mais edificante da entrevista foi quando a Sapiência em pessoa deu o ar de sua graça. Fico deveras emocionado ao relembrar. O prefeito Flávio Veras justificou a derrubada das árvores da Praça das Mães apelando para a fotossíntese que estava sendo prejudicada por aquelas árvores. SÉRIO! É VERDADE!

Não bastasse a asneira arremessada aos ouvidos do telespectador, esta pérola está registrada com todas as letras em um jornal, numa matéria paga. É VERDADE!

Quem há de levar a sério uma administração dessas?

 

- Diálogos hilariantes entre Eduardo e o apresentador da TV Litoral, no sábado.

Eduardo: “Ele (Flávio) justificou a devastação dizendo que era por causa da fotossíntese. Ele nem sabe o que é fotossíntese.”

Apresentador: “E o que é  fotossíntese?”

Eduardo: “Pergunte a ele!”

...

Eduardo: “Você sabe qual é a verdade sobre a ponte (da ilha de Santana)?”

Apresentador: “Já me disseram (o prefeito) umas dez!”

 

- Retiramos do blog alguns comentários que, apesar de expressarem a verdade e a justa indignação com o que está acontecendo, utilizava palavras pesadas (“canalha” p.ex..) ou expressões não menos duras (“em troca de dinheiro, emprego ou do rabo”) acerca dos agentes da destruição.É que eu acordei com o espírito bom.



Escrito por Benito Barros às 02h54
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