Império da Casqueira


Eles também já foram crianças... (5)

 

 

Denise, Eduardo, Fernando, Heitor, Carlos José e Celinha.



Escrito por Benito Barros às 06h36
[ ] [ envie esta mensagem ]


O texto abaixo foi escrito há muito tempo, mas...



Escrito por Benito Barros às 06h15
[ ] [ envie esta mensagem ]


Carta a um Flamboiã

Assassinado

“Em mim a ternura ampla e esse verde

cintilando nas planta de sonoras raízes”

Gilberto Avelino

Macau, 24 de julho de 1993

Caro Flamboiã,

a insuspeitada inteligência dos administradores de Macau decretou para hoje a sua morte.

A sapiência de um arquiteto achou por bem que você não deveria mais viver. Nem você nem as castanholeiras e os espinheiros, suas vizinhas na Praça da Conceição.

Você e suas amigas, por certo, cometeram algum terrível crime para que esses homens inteligentes e justos resolvessem exterminá-las.

Eles são sábios e justos e você apenas uma árvore. Ignorante, inútil, desnecessária.

Onde já se viu uma simples árvore querer reclamar um direito exclusivo dos homens justos e inteligentes: o de viver?!!

É tão simples e sábio derrubar árvores!!!

Os que mandaram te arrancar não guardarão um grama sequer de remorso. Eles são sábios e justos e por isso fizeram o certo.

Mas será que ninguém lamentará sua perda, infeliz flamboiã???

Os idosos que procuravam sua generosa sombra para o conviver diário?

As crianças que sob sua copa brincavam protegidas do sol?

Os idiotas que teimam em defender a pródiga natureza?

Os insensatos que vivem a protestar a ausência do verde em nossa árida cidade?



Escrito por Benito Barros às 06h14
[ ] [ envie esta mensagem ]


Meu caro flamboiã, esses são idosos, crianças, idiotas e insensatos, mas os que decidiram sua morte são poderosos e sábios e justos.

O sono dos carrascos da natureza é profundo e não lhes sobressaltam pesadelos. É o sono tranqüilo de quem cumpre a sagrada missão de derrubar indefesas árvores, de avermelhar com a seiva das árvores feridas o verde desnecessário.

E o que nos resta, meu caro flamboiã?

Chorar.

Chorar a impotência em impedir a sua morte.

Chorar a sorte de nossa cidade tão maltratada.

Chorar o arrependimento de ter colaborado, mesmo que muito secundariamente, para que esses homens justos e sábios tivessem o poder de determinar o seu extermínio.

Ou rezar.

Não a oração dos hipócritas, a falsa prece dos freqüentadores quadrienais dos templos.

Rezar uma prece simples de um desses insensatos amantes da natureza que tratava a lua e o sol como irmãos.



Escrito por Benito Barros às 06h13
[ ] [ envie esta mensagem ]


Um demente, nascido em Assis, que amava os pássaros e as árvores e se chamava Francisco.

“Louvado seja, meu Senhor,

por nossa irmã a terra maternal

cujas entranhas benfazejas

produzem o tesouro vegetal

de árvores, ervas, frutos e ouro e flores

cheios de aroma e tintas de mil cores.”

Rezar o poema-prece do nosso maior poeta

“Bendize, gente amiga, o prodígio da terra

fecunda(...)

a verde ondulação rumorosa das frondes”.

Pois que seu filho Gilberto talvez já não possa mais cantar

“(...) o fogo

de que se queimam os flamboiãs

vermelhos.”

Benito Barros

in Jornal de Macau, nº 2 p.13



Escrito por Benito Barros às 06h11
[ ] [ envie esta mensagem ]


João Medeiros nos enviou esta preciosidade:

As Árvores Cortadas

Guiuseppe Artidoro Ghiaroni

 

Deceparam as árvores da rua!

Sem troncos hirtos na calçada fria,

a rua fica inexpressiva e nua;

fica uma rua sem fisionomia.

Meu Deus, seja qual for o meu destino,

mesmo que a dor meu coração destrua,

não me faças traidor, nem assassino,

nem cortador de árvores da rua!

 



Escrito por Benito Barros às 06h06
[ ] [ envie esta mensagem ]


- Desconfiado dos números elevados no consumo, o prefeito de Macau assumiu, na terça-feira passada, as funções de despachante de combustível no Posto Macau. Ele conhece bem a “equipe” que formou e que chefia.

- Em entrevista à TV Litoral, o prefeito deu um show de dissimulação. Primeiro disse que não havia dado ordens para derrubar todas aquelas árvores da Praça das Mães. Apenas algumas poucas. Depois disse que, até agora, só havia arrancado cerca de 10 (dez) árvores.

Pois bem, se a ordem era arrancar apenas algumas poucas, por que não responsabilizar e punir os culpados pela devastação? E se, no geral, só foram arrancadas 10 (dez) árvores, onde ele meteu as outras?

OBS: Não aceitaremos resposta a esta última pergunta.



Escrito por Benito Barros às 06h04
[ ] [ envie esta mensagem ]


Rude princípio em que se tecem

as reviravoltas de nossa história:

a lâmina não tem memória,

mas o corte nunca esquece.

Nas entranhas do corte,

a lembrança do fio da faca.

No metal, a possibilidade

de outros cortes.

Sem remorsos.



Escrito por Benito Barros às 01h36
[ ] [ envie esta mensagem ]


MAIS UM CRIME: ARRANCARAM AS ÁRVORES DA PRAÇA DAS MÃES.

 

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 00h57
[ ] [ envie esta mensagem ]


E, ATÉ AGORA, SÓ DESTRUIÇÃO....



Escrito por Benito Barros às 00h45
[ ] [ envie esta mensagem ]


Um blog a ser visitado: http://radarpotiguar.blogspot.com/



Escrito por Benito Barros às 06h36
[ ] [ envie esta mensagem ]


As inscrições para o VI Concurso de Poesia Luís Carlos Guimarães serão encerradas no dia 23 de julho. Promovido, anualmente, pela Fundação José Augusto, o Concurso manteve praticamente o mesmo regulamento do ano passado, que pode ser consultado no site www.fja.rn.gov.br. A única mudança é que agora os poetas terão de entregar os seus trabalhos em CD e não mais em disquete. A alteração se deve aos problemas de acesso aos disquetes, além do CD ser um meio mais confiável de armazenar informações.

O concurso premiará até 15 autores, cabendo aos três primeiros uma importância em dinheiro de, respectivamente, dez, oito e cinco salários mínimos e 50 exemplares do livro que será editado pela Fundação José Augusto com os trabalhos premiados. Aos demais premiados, caberão menções honrosas e 25 exemplares do referido livro. Além disso, o primeiro colocado tem os seus poemas publicados na revista Preá.

Podem participar do Concurso candidatos nascidos no Rio Grande do Norte ou domiciliados no Estado. Cada candidato poderá inscrever até dez e no mínimo cinco poemas. Os poemas concorrentes devem ser entregues em quatro vias, sendo uma em CD e as outras três impressas, em quatro envelopes separados e lacrados. Estes quatro envelopes não poderão ser assinados nem possuir qualquer marca ou pseudônimo.

No CD deverá constar, obrigatoriamente, todos os poemas, mais uma pequena biografia do participante, o endereço, e-mail e telefones. Recomenda-se usar o Word/Windows na digitação. Em caso de problemas com o CD, o participante será avisado e terá um prazo de 30 dias para resolver o problema.

Os três envelopes com os poemas impressos e um com o CD receberão a mesma numeração, definida pela organização do concurso, possibilitando a identificação do classificado após o julgamento.

Os poemas e os dados dos autores deverão ser encaminhados ao Centro de Promoções Culturais da Fundação José Augusto, à Rua Jundiaí, 641, Tirol, Natal, RN. CEP: 59020 -120. Telefone: (084) 232-5321/5322.

A seleção dos trabalhos será feita por uma comissão constituída por três pessoas da área de literatura indicadas pela Fundação José Augusto. A Comissão Julgadora do Concurso terá plena autonomia de julgamento, inclusive para selecionar o número de poemas vencedores que constarão do livro, não cabendo recurso às suas decisões.



Escrito por Benito Barros às 06h35
[ ] [ envie esta mensagem ]


Eles também já foram crianças... (4)

 

Quem será este pimpolho de cabeleira desgrenhada a sorrir para o futuro?

 

 

Quem será este, de vitaminadas pernas e melenas semi-ocultas, no nobre ofício de espancar um talvez futuro agente do capitalismo selvagem?



Escrito por Benito Barros às 06h17
[ ] [ envie esta mensagem ]


Dia 15, na Escola Ressurreição, o

II REVOLUTION MACAU ROCK

 

Bandas: ANARCHY, PARADOXO CENTRAL, CÓDIGO HUMANO, BR-304, GARAGEM 303, INQUISIDORES, NADIFICO e MORTEM



Escrito por Benito Barros às 04h49
[ ] [ envie esta mensagem ]


Prece do inveterado intemperante

 

Oh! crudelíssima carne, tende piedade de mim.

Livrai-me dos desejos improváveis,

das infrutíferas caçadas noturnas.

Não permiti às orações dominicais

fugirem rumo ao esquecimento.

Trazei de volta as lições do catecismo

solertemente escondidas em algum

desvão da desmemória.

Oh! crudelíssima carne, tende piedade de mim.

Livrai-me das noites insones, angustiadas,

angustiantes, grávidas

de delírios de concupiscência.

Abri passagem às reprimendas morais

desconsideradas há tanto.

Oh! crudelíssima carne, tende piedade de mim.

Tirai-me urgente do amplíssimo

território do desassossego.

 

Mas,

esperai um pouco!

quem é esse garoto

azulescendo o musgo dos anos,

extirpando do sonho a escuridão?

 

Oh! boníssima carne...

 

 



Escrito por Benito Barros às 04h48
[ ] [ envie esta mensagem ]


Em 1941...



Escrito por Benito Barros às 04h45
[ ] [ envie esta mensagem ]


Dia 15, na Escola Ressurreição, o

II REVOLUTION MACAU ROCK

 

Bandas: ANARCHY, PARADOXO CENTRAL, CÓDIGO HUMANO, BR-304, GARAGEM 303, INQUISIDORES, NADIFICO e MORTEM



Escrito por Benito Barros às 07h38
[ ] [ envie esta mensagem ]


O companheiro Guerra nos enviou interessante notícia:

 

 

 

Eu, hein?! dessa eu tou fora!



Escrito por Benito Barros às 06h14
[ ] [ envie esta mensagem ]


 

Morro Vermelho

 

No quarto em chamas

de orgasmos,

delicada brisa marinha

refresca

delírio de aritmética:

 

três são um.

 



Escrito por Benito Barros às 06h12
[ ] [ envie esta mensagem ]


Tertu previu:

 

 

pássaro-zidane,

zoom no céu

zizou.  

 

A palmatória do mestre Zidane.

 

O pássaro baila

ensina

e bica.

Zidane errou ao dar a cabeçada no italiano – devia ter-lhe aplicado uma bofetada seca, estrondosa, pedagógica. Um bofete desmoralizador.



Escrito por Benito Barros às 06h10
[ ] [ envie esta mensagem ]


Clássicos da MPB

“Ensaboa mulata, ensaboa...”

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 06h07
[ ] [ envie esta mensagem ]


A vaquejada esteve bem animada. Muita gente importante compareceu. Principalmente políticos que bem mereciam uma ação de despejo dos cargos que ocupam.



Escrito por Benito Barros às 06h43
[ ] [ envie esta mensagem ]


Boa semana a todos.

 

 

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 06h17
[ ] [ envie esta mensagem ]


Em colo meu

 

 

Estuprar teu desejo de partir,

desvirginar tua indiferença,

seviciar a distância que nos separa.

Posto isso, te quero

 

 

 

 

 

incólume...

 



Escrito por Benito Barros às 06h12
[ ] [ envie esta mensagem ]


Baila belo bailarino,

bailarino lindo baila.

 

Por quem baila o belo bailarino?

O bailar do bailarino lindo

- borboleta a bailar no olhar –

embebeda sonhos breves.

No tablado desvairado,

fratura em êxtase o real,

o belo bêbado bailar.

Baila belo bailarino,

bailarino lindo baila.

 

No bailar - branda vertigem,

doce encanto de embriagar -

brande fortes, belos braços.

Pernas rijas ferem o ar...

borboleteia o bailarino

no nada entre o olhar

e a vã espera do amar.

Baila belo bailarino,

bailarino lindo baila.

 

O corpo baila, encanta

- tanta vida no bailar! –

o olhar desencantado.

Belo bailarino baila

suave e alucinado

no vão vasto, gasto

entre o olhar e o amar.

 

Baila belo bailarino,

bailarino lindo baila.



Escrito por Benito Barros às 09h31
[ ] [ envie esta mensagem ]


Agentes imperialistas (ianques e/ou bolcheviques) reiaram a Central de Informática do Império.Estivemos fora do ar por alguns dias, mas retornamos com o ânimo redobrado para combater as Falanges do Mal. Para reiniciar, uma fantástica foto aérea do não menos fantástico arquipélago onde se avista o  a fabulosa Ilha da Casqueira, cujo Imperador envia Imperiais Saudações a todos os súditos.



Escrito por Benito Barros às 06h08
[ ] [ envie esta mensagem ]


Artistas do Império.

 

 

Mundinho de Seu Arnaldo e Titico



Escrito por Benito Barros às 05h51
[ ] [ envie esta mensagem ]


Um pouco de arte.

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 05h44
[ ] [ envie esta mensagem ]


Tenham um bom domingo.

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 05h38
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico
18/02/2007 a 24/02/2007
11/02/2007 a 17/02/2007
04/02/2007 a 10/02/2007
28/01/2007 a 03/02/2007
21/01/2007 a 27/01/2007
14/01/2007 a 20/01/2007
07/01/2007 a 13/01/2007
31/12/2006 a 06/01/2007
24/12/2006 a 30/12/2006
17/12/2006 a 23/12/2006
10/12/2006 a 16/12/2006
03/12/2006 a 09/12/2006
26/11/2006 a 02/12/2006
19/11/2006 a 25/11/2006
12/11/2006 a 18/11/2006
05/11/2006 a 11/11/2006
29/10/2006 a 04/11/2006
22/10/2006 a 28/10/2006
15/10/2006 a 21/10/2006
08/10/2006 a 14/10/2006
01/10/2006 a 07/10/2006
24/09/2006 a 30/09/2006
17/09/2006 a 23/09/2006
10/09/2006 a 16/09/2006
03/09/2006 a 09/09/2006
27/08/2006 a 02/09/2006
20/08/2006 a 26/08/2006
13/08/2006 a 19/08/2006
06/08/2006 a 12/08/2006
30/07/2006 a 05/08/2006
23/07/2006 a 29/07/2006
16/07/2006 a 22/07/2006
09/07/2006 a 15/07/2006
02/07/2006 a 08/07/2006
25/06/2006 a 01/07/2006
18/06/2006 a 24/06/2006
11/06/2006 a 17/06/2006
04/06/2006 a 10/06/2006
28/05/2006 a 03/06/2006
21/05/2006 a 27/05/2006
14/05/2006 a 20/05/2006
07/05/2006 a 13/05/2006
30/04/2006 a 06/05/2006
23/04/2006 a 29/04/2006
16/04/2006 a 22/04/2006
09/04/2006 a 15/04/2006
02/04/2006 a 08/04/2006
26/03/2006 a 01/04/2006
19/03/2006 a 25/03/2006
12/03/2006 a 18/03/2006
05/03/2006 a 11/03/2006
26/02/2006 a 04/03/2006
19/02/2006 a 25/02/2006
12/02/2006 a 18/02/2006
05/02/2006 a 11/02/2006
29/01/2006 a 04/02/2006
22/01/2006 a 28/01/2006
15/01/2006 a 21/01/2006
25/12/2005 a 31/12/2005




Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Galadus
 Terto
 Memórias
 subhadro
 Barreiras
 Getúlio Moura
 Barra da Ilha
 Radar Potiguar
 Memória Viva
 Uma coisa que não tem nome