Império da Casqueira


Frases

 

Kléber Machado:

“Podowsky vai no fundo... Ayala tira.”

 

Casagrande:

“A Argentina foi melhor, mas o empate é justo.”



Escrito por Benito Barros às 06h19
[ ] [ envie esta mensagem ]


O amor é lindo e não pode morrer. (4)



Escrito por Benito Barros às 06h15
[ ] [ envie esta mensagem ]


A Palavra Escrita

 

Ótimo!

Acordaste-me.

Estava aqui adormecida no frio aconchego das folhas

e vieste, com o beijo do teu olhar, devolver-me à vida.

Não importa quem me gerou, agora te pertenço,

para onde fores me levarás contigo.

O que fores, pouco importa,

serei parte de ti, ainda que esquecida.

Mas para eu continuar viva pulsando em teu cérebro

é mister explodir-me de espanto num turbilhão.

Sentes?

Fervo em teu pensamento, ardo em tua imaginação.

Quando estiveres exausto do mundo real

lembra-te, como consolo, da minha ressurreição

e da possibilidade de ter sido meu príncipe.

Podes fechar o livro, já não sou como no princípio,

sou mais de uma: a que fica aqui adormecida

e a que está a ocupar a tua vida.



Escrito por Benito Barros às 06h07
[ ] [ envie esta mensagem ]


Frases

1 - Galvão Bueno, sobre a técnica de Felipão: “Ele tirou o Pauleta e botou o Petit”. Deve ter aliviado um pouco....

2 - Sen. Magno Malta, (28/06/06) numa interpretação radical de Marx: “ A gente vai pedir permissão aos traficantes para que a gente entre na igreja”

3 - Sen. Suplicy (28/06/06): “Os tucanos são pássaros acostumados a se alimentarem dos ovos de outros pássaros e não dos próprios tucanos”.

4 - Chiquinho do Peixe, explicando como ganhara a aposta no jogo França X Espanha:

- Eu assisti, o tempo todinho dormindo aqui. Aí eu nem me lembrava.

 

A lingüística de Delegacia

O indivíduo se queixa de um assalto, mas não sabe dar maiores informações sobre quem poderia ser o assaltante. O Delegado quer saber em detalhes o assalto para obter pistas.

- O cara chegou e disse: Mãosasarto. Num istribuche nem faça pantim, senão eu faço de você uma arupema.

O delegado concluiu: esse assaltante só pode ser de Mulungu.

 

Da saúde.

A coisa, segundo se comenta, não anda muito bem no Hospital Antônio Ferraz.

- Aplicaram duas anestesias peridurais.em um paciente conhecido por Fraterno. Nas duas vezes, o cirurgião teria pedido a Fraterno que se manifestasse sobre o efeito das anestesias. Nas duas, Fraterno saiu da cama e andou. Queriam aplicar outra, mas o cirurgião não permitiu. Foi quando constataram que o anestésico estava com o prazo de validade vencido.

- Um médico desconfiou que algo de errado estava acontecendo com uma paciente que não respondia aos efeitos da medicação recomendada e devidamente anotada na plaqueta como ministrada. A enfermeira, então, confessou ao médico, apesar do temor em ser punida, que era obrigada a registrar na plaqueta a aplicação do remédio, ainda que o medicamento nem existisse no Hospital.

Essas duas histórias me foram contadas sem o devido atestado de veracidade, mas a pessoa as contou na presença de um dos principais assessores do prefeito que disse já ser sabedor de uma delas.

Estamos indo bem!



Escrito por Benito Barros às 06h04
[ ] [ envie esta mensagem ]


Parece que o TSE decidiu, ontem, alguma coisa importante sobre Macau. Quando souber de mais detalhes, eu publico.



Escrito por Benito Barros às 06h04
[ ] [ envie esta mensagem ]


Eles também já foram crianças... (2)

 

 

Um doce para quem adivinhar quem é esse ser angelical que está nos braços da mãe (à esquerda de Zé Macedo - o careca ao centro) com o braço direito levantado, acenando docemente para as multidões. Concorrem ao prêmio, o companheiro Guerra e Thiago Spinelli.



Escrito por Benito Barros às 05h56
[ ] [ envie esta mensagem ]


Sob o chicote de qual sei lá necessidade ponho-me a escrever.

Estalos no lombo da memória que empaca por sem nada.

Ih! Anda! Vamos! Eia!

Carcomida pelo álcool e pelo medo não lhe basta tanta peia.

Mesmo que ela decidisse andar, seria um trote trôpego, manco, estropiado.

Não é para menos: um medonho passado entulha as cangalhas,

fazendo-as insuportável fardo.

Não me convencem nem me refreiam, contudo, esses melindres

da memória.

 

Recorro ao vento.

Ninguém tem lá tanta intimidade com o vento quanto eu, afinal,

dele sou filho e comparsa.

Seja, pois, nosso alimento o que ele traz consigo.

Vamos, camarada, vejamos o que há de interessante...

 

Uma lânguida aragem traz um rosto adolescente

tão belo quanto pode ser a adolescência.

Revela-me desnudo o corpo que sustenta aquele rosto

e que persigo em meus desvarios.

É um rosto que ontem avistei e um corpo que ainda terei.

Não, camarada, não careço de sua ajuda para tê-los.

Estão tão próximos, tão à mão...

Tão à mão que já os tenho nela.

 

Irado pelo desdém, transmudou-se em vendaval.

“Pois bem”, ele disse, arrastando-me, “monta aqui e viajemos.

Iremos a longitudes esquecidas, a tempos rejeitados”.

Tremi. Titubeei.

E, para que cessassem meus temores, ele mostrou-me um menino

a dar conselhos à criança temerosa de saltar

do patamar dos batentes da escola para o chão:



Escrito por Benito Barros às 05h48
[ ] [ envie esta mensagem ]


 “Fecha os olhos, conta até três e salta.”

Vi-me, então, coração apertado, no espaço,

naquele minúsculo abismo.

As pequenas arranhaduras encorajaram-me a outras aventuras menos inocentes.

“Vê, é tão fácil. E tão necessário!”

Prosseguiu: “Vale a vida sem riscos?

O que temer? Se és tão covarde a ponto de temeres teu passado

e esqueceres aquele conselho, recorre ao...”

Não o deixei prosseguir.

Um, dois, três e lá estava eu, audaz, em seu dorso.

 

Que triste lugar é esse de ruas encardidas, casas apostemadas

de salitre

e lambido por essa maré

apinhada de cinzentos cadáveres de embarcações?

Há três meninos nos restos daquela cabina de barcaça...

Meu Deus, por que tremo tanto? Aqui, e, lá?

E que faço naquela croa?

Novos e delirantes estremecimentos.

 

O vento momentaneamente tornou-se brando

e com uma de suas mãos enxugou-me as lágrimas.

Foi-me triste rever aqueles mágicos instantes

em que se misturavam

a  inocência e a libido em efervescente deiscência.

A semente de todas as chuvas vindouras.

Há quanto aquele instante enfurnara-se

nalgum esconso escaninho da alma?

Pus-me indeciso, mas não temeroso,

a avaliar o que adiante me esperaria.

 

Uma criança é esbofeteada numa calçada,



Escrito por Benito Barros às 05h47
[ ] [ envie esta mensagem ]


humilhada pelo pai diante doutras pessoas.

Por mais que minha cavalgadura se aproxime,

não distingo com clareza

a raiz daquele violento castigo.

Noto apenas que, naquele instante, principiava minha carreira

de trânsfuga.

Desertar da vida, dos outros, de mim mesmo...

Mais nada tenho feito.

 

Sei-me impróprio de ressenti-las, mas, debalde tento

refúgio na candidez daquelas primícias na maré.

 

Nada a fazer.

Tudo a temer.

 

Apeio do vento.



Escrito por Benito Barros às 05h46
[ ] [ envie esta mensagem ]


Convite à Vida

 

Há vida fora do fio navalha?

Tem sentido não se peitar

cotidianamente a tragédia

e não chamar a terreiro

o nada,

venha da forma que vier: Deus, eu...?

Há vida fora do sentimento do caos?

Vive quem não arrisca a cabeça

na garganta da hiena angústia

e morde-lhe as vísceras?

Vive quem, amiúde, não choca

os ovos da morte?

Não vive o que se envenena de esperança

e não percebe a ventura

infestada de moscas.

 

Basta!

Chega de tanta casmurrice!

Vivamos como se nos é dado.

Alegremente.

Inocentemente.

 

A ilusão seja nossa trilha

e o álcool, tão-somente

o embaixo-da-cama da infância.



Escrito por Benito Barros às 06h11
[ ] [ envie esta mensagem ]


Das frustrações

 

Sou enorme: comporto

as possibilidades do fracasso.

Sou universo

de subtração e divisão.

Multiplicação

em cacos.

Caos.

 

Sou frágil,

sou tênue,

sou tempo impossível,

sítio invisível,

todo improvável.

 

Sou,

de antes,

o porvir.

Das paixões.


Escrito por Benito Barros às 06h11
[ ] [ envie esta mensagem ]


Eles também já foram crianças...

Os inesquecíveis canteiros da praça da Conceição de antigamente...

 

 

Aos apressados: este infante não é o futuro Imperador.



Escrito por Benito Barros às 06h09
[ ] [ envie esta mensagem ]



Triste Macau.



A estupidez arrancou todas as árvores (acácias e algarobas) e os canteiros centrais da rua Venâncio Zacarias.


Acácias e algarobas.


...



Recorro ao Houaiss na busca dos significados de sordidez, canalhice, patifaria, crime.


O Houaiss, sábio que é, mandou-me procurá-los na rua Venâncio Zacarias.



Escrito por Benito Barros às 06h05
[ ] [ envie esta mensagem ]


Quanta saudade do tempo em que a gente tinha gente como essa!!!

Gente que gostava de brigar a boa briga.

 



Escrito por Benito Barros às 06h03
[ ] [ envie esta mensagem ]


Hoje é dia de praia, relaxem e aproveitem...

 

 

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 05h57
[ ] [ envie esta mensagem ]


A galera vai estar toda lá...

 

 

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 05h53
[ ] [ envie esta mensagem ]


Vocês querem que eu vá também?

 

 

 

Eu não gosto de praia.

 



Escrito por Benito Barros às 05h45
[ ] [ envie esta mensagem ]


A verdadeira esperança

 

Pego um livro. Folheio-o nervosamente.

No passar ligeiro das páginas perdem sentido

os sinais, as letras, as palavras, as idéias.

Não tenho ânimo de ler o que seja!

Momentaneamente, tomei abuso da leitura.

Mas, aquele livro, algum dia, será lido.

 

Ah, se Deus

criasse abuso da leitura do meu livro

para sempre!!!

 

Esta é a única, real esperança.

Seu fundamento é o mesmo de toda religião:

Deus é nada enquanto não for minha expectativa

de inferno.



Escrito por Benito Barros às 05h44
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico
18/02/2007 a 24/02/2007
11/02/2007 a 17/02/2007
04/02/2007 a 10/02/2007
28/01/2007 a 03/02/2007
21/01/2007 a 27/01/2007
14/01/2007 a 20/01/2007
07/01/2007 a 13/01/2007
31/12/2006 a 06/01/2007
24/12/2006 a 30/12/2006
17/12/2006 a 23/12/2006
10/12/2006 a 16/12/2006
03/12/2006 a 09/12/2006
26/11/2006 a 02/12/2006
19/11/2006 a 25/11/2006
12/11/2006 a 18/11/2006
05/11/2006 a 11/11/2006
29/10/2006 a 04/11/2006
22/10/2006 a 28/10/2006
15/10/2006 a 21/10/2006
08/10/2006 a 14/10/2006
01/10/2006 a 07/10/2006
24/09/2006 a 30/09/2006
17/09/2006 a 23/09/2006
10/09/2006 a 16/09/2006
03/09/2006 a 09/09/2006
27/08/2006 a 02/09/2006
20/08/2006 a 26/08/2006
13/08/2006 a 19/08/2006
06/08/2006 a 12/08/2006
30/07/2006 a 05/08/2006
23/07/2006 a 29/07/2006
16/07/2006 a 22/07/2006
09/07/2006 a 15/07/2006
02/07/2006 a 08/07/2006
25/06/2006 a 01/07/2006
18/06/2006 a 24/06/2006
11/06/2006 a 17/06/2006
04/06/2006 a 10/06/2006
28/05/2006 a 03/06/2006
21/05/2006 a 27/05/2006
14/05/2006 a 20/05/2006
07/05/2006 a 13/05/2006
30/04/2006 a 06/05/2006
23/04/2006 a 29/04/2006
16/04/2006 a 22/04/2006
09/04/2006 a 15/04/2006
02/04/2006 a 08/04/2006
26/03/2006 a 01/04/2006
19/03/2006 a 25/03/2006
12/03/2006 a 18/03/2006
05/03/2006 a 11/03/2006
26/02/2006 a 04/03/2006
19/02/2006 a 25/02/2006
12/02/2006 a 18/02/2006
05/02/2006 a 11/02/2006
29/01/2006 a 04/02/2006
22/01/2006 a 28/01/2006
15/01/2006 a 21/01/2006
25/12/2005 a 31/12/2005




Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Galadus
 Terto
 Memórias
 subhadro
 Barreiras
 Getúlio Moura
 Barra da Ilha
 Radar Potiguar
 Memória Viva
 Uma coisa que não tem nome