Império da Casqueira


desvairada bela flor

 

hoje

quero-o vinho

cálice

  ninho

pássaro

  veloz

aragem

  feroz

bobagem

  inteiro

parte

  dinheiro

arte

amanhã

quero-o silêncio

alarde

  sereno

arde

  saudade

                        presente

  somenos

                        ingente

 

de tanto querer malsucedido

do quanto viver desiludido

somos eu e eu menino

desencontro e desatino



Escrito por Benito Barros às 10h29
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As melhores seleções da Copa do Mundo da Casqueira. (12)



Escrito por Benito Barros às 05h51
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Esta matéria abaixo contém um equívoco essencial: já havia iluminação elétrica em Macau há muito.
Tenho inclusive uma foto da Vila Maria, em 1927, onde aparece um poste de rua com a lâmpada elétrica. Creio que foi o Dr. Armando China quem trouxe o serviço para a cidade.

Escrito por Benito Barros às 10h23
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A INAUGURAÇÃO DA LUZ ELÉTRICA EM MACAU.

O interventor Rafael Fernandes compareceu à solenidade, proferindo expressiva saudação ao prefeito e o povo do município.

Seguindo o novo trilho de progresso que se observa em quase todos os municípios do Estado, graças à orientação patriótica do interventor Rafael Fernandes, conseguiu Macau realizar, dentro de um curto período administrativo, notáveis melhoramentos.

Para isso contribuiu a inteligente ação do prefeito João Mélo, cujo espírito seguramente orientado se integrou nos elevados princípios do Estado Novo.É bastante observar a marcha crescente da arrecadação e a série de melhoramentos públicos, como a reconstrução do mercado da cidade, a construção do jardim da praça João Pessoa, a construção do prédio do almoxarifado, a reconstrução do galpão interno do mercado da vila de Independência, a criação de oito escolas municipais, aquisição do terreno urbano e suburbano, para afirmar a atividade do atual prefeito. Poder-se-iam citar ainda muitos outros.

 

Praça João Pessoa

 

Em 1933 a renda do município atingia a Rs. 171:780$300. Já em 1938 subia à soma de Rs. 420:656$900, sendo que no primeiro semestre do corrente ano arrecadou Rs. 250:000$000.

Com o seu esforço, realmente merecedor de entusiásticos aplausos, o prefeito João Melo aumentou o patrimônio do município para 1.000 contos de réis, quando em 1935 não passava de 400:000$000.

O progresso de Macau exigia, destarte, que a população contasse com outro melhoramento indispensável. Era a iluminação elétrica da cidade.

O prefeito João Melo, atendendo aos justos apelos de seus conterrâneos, teve a satisfação de concretizar a aspiração coletiva.

Foi a esse ato que o Interventor Rafael Fernandes presidiu, a convite do prefeito João Melo, no dia 02 do corrente, indo de automóvel até aquela cidade, onde o povo o recebeu entre vibrantes demonstrações de simpatia.

(...)



Escrito por Benito Barros às 05h54
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INAUGURAÇÃO DA LUZ ELÉTRICA

Para a instalação das máquinas destinadas ao fornecimento de luz à cidade, o prefeito João Melo construiu um magnífico prédio. A usina que é inteiramente moderna, dispõe de um motor de 80 H.P.e um gerador de 63 KVA. Todo o serviço é irrepreensível e demonstra o cuidado da administração animada por um espírito moço e esclarecido.

No momento da inauguração, a qual compareceram os elementos mais destacados do município, o monsenhor Joaquim Honório, virtuoso vigário da paróquia, abençoou o novo e importante melhoramento, atendendo ao sentimento religioso do povo.

Em seguida, o prefeito João Melo fez uma breve, porém eloqüente exposição do que tem realizado no município, de acordo pelas recomendações traçadas pela administração estadual. O relatório do prefeito de Macau, pela sinceridade e clareza, causou a mlelhor impressão. Terminando o seu discurso, o prefeito João Melo pediu ao Interventor Rafael Fernandes para declarar inaugurada a usina fornecedora de luz elétrica.

Entre calorosos aplausos da numerosa assistência, o Interventor Rafael Fernandes manifestou sua grande satisfação pela maneira superior com que o prefeito João Melo sabia interpretar as responsabilidades administrativas..

Naquela hora era motivo de alegria poder declarar o seu acerto em haver nomeado para dirigir um município importante como Macau justamente a pessoa que reunia o maior número de predicados para o cargo. E tanto assim o era que todos o apontaram.

As obras realizadas comprovavam a felicidade da escolha, permitindo ao povo um ambiente de grande alegria e confiança. Com o prefeito e todos que desejam ver o município de Macau continuar nesse rumo que o conduzirá a destinos cada vez mais prósperos, concluiu o Interventor Rafael Fernandes, mandavam o patriotismo e a justiça, que se congratulasse, exaltando o espírito renovador do regime atual.

(...)



Escrito por Benito Barros às 05h46
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O Jararaca

 

O BANQUETE NA RESIDÊNCIA DO PREFEITO MUNICIPAL.

Na residência do prefeito se realizou um grande banquete oferecido ao Interventor Rafael Fernandes e a sua comitiva. Tomaram parte no banquete, irrepreensivelmente servido, as figuras representativas da indústria, do comércio e da magistratura do municípioi. Ao champagne, o prefeito João Melo saudou ao Interventor Rafael Fernandes, em nome da sociedade macauense.

O Interventor Rafael Fernandes em expressiva oração agradeceu em seu nome e das pessoas que o acompanharam, pondo, mais uma vez, em destaque a inteligência e o patriotismo do prefeito de Macau, tão bem compreendido pelos dignos conterrâneos, sempre prontos a exaltar os méritos dos que se esforçam pelo bem público.

ELEGANTE BAILE

Terminaram as festas com um elegante baile na sede da Prefeitura Municipal.

 

Texto enviado por Giovana Paiva (perdi a data) e fotos cedidas por Haroldo Martins.



Escrito por Benito Barros às 05h40
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Raízes da Cultura Ocidental.

Epigrama XI, 43

Marcial

 

Você me pega, mulher, com um garoto,

Vira fera, vocifera: “Por acaso,

Não tenho cu?”. Quantas vezes, Juno também

Ao lúbrico Júpiter não disse o mesmo,

Mas o Tonante se foi com Ganimedes.

Hércules cobria Hilas, o arco em paz:

A Mégara não tinha bunda? Penava

Pela fugitiva Dáfne, Febo: o fogo

Só foi extinto pelo efebo de Esparta.

Bem que Briseida de bruços se pinchava:

Estava mais Aquiles para o amigo imberbe.

Não dê nomes masculinos às coisas:

Faça de conta que tem duas bocetas.

Trad. Décio Pignatari

zeus_ganymede



Escrito por Benito Barros às 06h04
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Uma homenagem a Dr. Gilberto

Pérolas aos...

 

Tinham-na por louca.

Diziam-lhe louca porque passava o dia silente

naquela janela.

Às vezes sorria,

e, de vez em quando, arremessava aos passantes

poesias

escritas em pobres papéis.

 

Encantava-me

aquela figura antiga emoldurada

na  sempre mesma janela.

Certos dias trazia junto ao belo rosto

a redundância de uma flor de malva-rosa.

 

Com a fita vermelha envolvendo a cabeça

carregava no semblante, na encarquilhada vetustez

a dignidade serena,

a doce gravidade

de uma velha  índia apache.

Aquele rosto tinha um quê de hierático,

uma fragrância de santidade.

D. Dulce. Dulcíssima.

 

Achavam-na louca.

Sua loucura era

- silenciosamente, humildemente, candidamente -

obrar a mais Humana das artes:

lançar poesia

à desdenhosa gente.

D. Dulce. Dulcíssima.


Escrito por Benito Barros às 05h17
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Enfim, um brasileiro na Alemanha: http://blog.uai.com.br/blog/fredgol/jua/

Escrito por Benito Barros às 15h44
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Das arbitragens.

 

Não dá pra entender. Japão, Togo e Gana (três países com pouca tradição no esporte)

foram sacaneados pelas arbitragens.

Há quem considere que o futebol perderia a graça sem juízes incompetentes, ladrões e/ou preconceituosos. São os que consideram esses erros da arbitragem mais um mal necessário para avivar as paixões pelo esporte em cada país. Seria interessante cada país sacaneado erguer uma estátua para o juiz escroto que claramente o prejudicou.   De preferência, usando o próprio corpo do juiz devidamente coberto por finíssima camada de bronze. Séculos de dominação, no caso dos países africanos, seriam momentaneamente esquecidos no instante catártico da aposição  da placa onde estaria escrita a homenagem: Um filho da puta herói do futebol nacional.



Escrito por Benito Barros às 05h55
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O amor é lindo e não pode morrer. (4)



Escrito por Benito Barros às 05h53
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Melodrama - ato III

                            

Uma dívida atávica estou a saldar?

Não é justo, não é certo, não aceito,

pois razões não dei para guardar

a dor e o abandono em meu peito.

 

Descenderei do infeliz soldado

que, de Cristo, feriu o santo peito?

O sangue do Herodes alucinado

das minhas veias terá feito leito?

 

Que ancestral promissória é esta

de valor tão alto a ser cobrado

que quanto mais pago, mais resta

 

saldo a pagar? Este é o meu fado,

mas conhecer não me é concedido:

que pecado pago por haver nascido?



Escrito por Benito Barros às 05h52
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Enquanto isso, nas minas de ferro do Império...

 



Escrito por Benito Barros às 05h50
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O melhor do jogo Brasil x Austrália.

Arnaldo César Cuelho: “A chuteira faz parte do corpo.”... como a cueca, a camisinha.

Haja coração!



Escrito por Benito Barros às 05h24
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Bom início de semana a todos.

 

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 05h23
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Melodrama – ato II

 

“Não se diga  pecado original

ou maldita coisa que o valha

se o pouco de bem de mim tresmalha

e a vida aflita retarda seu final.”

 

Mareante em desgarrada nau

sem norte, canhestro no marear,

ignora o porto onde fundear

e lançar por terra a raiz do mal.

 

Não há bom porto a dar guarida

a tanta dor, à tamanha ferida

que consome todo o mísero ser.

 

“Se não fui eu que pedi para nascer

nem motivos dou para ser punido,

que pecado pago por haver nascido?”



Escrito por Benito Barros às 05h19
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Para o dia nascer feliz

 

 



Escrito por Benito Barros às 05h30
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Praia de Alagamar

 

Quantas praias de Alagamar existem?

 

Conheço uma. Tenho-na por única.

 

Era onde, há muito, a gente ia,

aos domingos e feriados,

saltar do trampolim no pocinho

- lá, a gente pegava cavalo-marinho.

Naquela praia eu tinha um barquinho

e, na areia, um mundo de bichinhos.

 

Naquela praia, tudo era gigante.

 

Naquela praia, a gente...

(minha infância se esconde tanto de mim!

só sei que parece que era bom)

 

Mas, aquela praia não existe mais.

 

Sabe quantas praias de Alagamar existem?

 

 



Escrito por Benito Barros às 05h20
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