Escrito por Benito Barros às 11h11
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Enquanto isso, nos Jardins Imperiais...


Escrito por Benito Barros às 05h08
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Recebi um alvissareiro e-mail dando conta da publicação, em breve, de O SOM IMÓVEL, próximo livro do meu poeta Horácio Paiva, que, entre outras saudáveis peripécias, enveredou pela seara surrealista.
Extremoz
Extremoz é uma lagoa sagrada
onde os perus do Vaticano
vão matar a sede...
Horácio Paiva
Escrito por Benito Barros às 08h21
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PúrbilviacdO


Mais uma grotesca demonstração do amálgama entre a coisa pública e os negócios privados: o vão central do CCAB (Centro Comercial Afonso Barros) um espaço destinado a eventos eminentemente públicos, sendo utilizado como extensão da Flávio´s Eletromóveis. Antes, eram as barracas da prefeitura, hoje, a pracinha do CCAB. Amanhã - quem sabe ? - escolas, pronto socorro e, quiçá, o próprio Palácio João Melo.
Escrito por Benito Barros às 08h20
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GALADO
Alfredo Neves
Notívago em seu mar nupcial
Andas
Sombrio em acalanto noturno
Tomando o fel que foi provado
Na cruz pelo filho do marceneiro.
Sei que não serás ignóbil,
Porém, galas de forma magnífica
Tornando impróprio
O andar cambaleante e galgo
Do infante desavisado e pueril.
Galado e Supremo Imperador,
Galas tanto e te clamas senhor
da República da Liminar e da Baixa da Coréia,
Apesar de não o ser, ainda,
Que não sei como em seu choro da tarde
Não entregas o teu Império
E vastas terras de além-mar para os seus súditos descalços,
Que em momentos frívolos e imaginários de rei solitário,
Possamos reconstruir a vida infantil
Do monstro de Mary Shelley
Perdido em nossas almas de eternos meninos.
Escrito por Benito Barros às 08h02
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Rede de dormir... e de amar
A rede, a velha rede, herança de ancestrais nativos, volta à cena política. Depois de um período de glória em governo passado, ela foi, recentemente, objeto de deplorável disputa nos camarotes carnavalescos.
Agora retorna à ribalta política cumprindo sua mais nobre missão: aconchegar ardentes, porém, indizíveis amores.
Escrito por Benito Barros às 03h59
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História em Quadrinhas
Nesse feudo de intrigas
a moda é ora conjugar
o verbo poder à antiga:
escrito com ph..
“Vivemos no paraíso,
pois coisa melhor não há”
- diz um vivente de siso -
“do que foder e mandar”.
Escrito por Benito Barros às 03h58
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Escrito por Benito Barros às 03h07
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Não tendo chegado ao conhecimento de Sua Majestade Bena I, o Iluminado, novidades do Império ou arredores, o Incansável resolveu trocar, por instantes, o majestoso sólio pelas camarinhas imperiais. Fomos autorizados a publicar, apesar do perigo subjacente à publicação, um breve registro pictórico da Sala do Trono Imperial, sem a luminosa presença do Imperador. Quando houver interesse dos súditos e autorização imperial, traremos a público algumas fotografias do leito imperial solitária e cintilantemente ocupado por Sua Majestade, e, quiçá, em companhia de alguns vassalos - instantâneos de rara beleza e profunda graça.

Escrito por Benito Barros às 05h38
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Do perigo das abstrações
O flamboiã pariu uma lua.
Uma banalidade.
O flamboiã que não concebe luas não o é inteiramente.
Igual creio que uma lua não nascida de um flamboiã
é uma lua falsificada.
O flamboiã verdadeiro tem que fazer nascer uma lua.
E nem carece, necessariamente, ser daquelas luas
de Lorca.
“En esta noche turbia
está la luna loca!”
Estava a fazer essas contas extravagantes
quando avisto,
para além da lua e do flamboiã,
um skate.
Esse skate é também uma banalidade,
mas o sol que ele trazia
encandeou-me.
Já não vejo lua e flamboiã.
Encandeado e incandescido
desse sol
ensandeci.
Escrito por Benito Barros às 04h52
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Vela
Dorme.
Há pouco estava em meus braços.
Sonhará?
Habitarei seus sonhos?
Não importa!
Há pouco estava em meus braços.
Na insônia ancestral me vejo
a errar
- minha alma vaga por sonhos vazios
e inúteis.
Agiganta-se o negror
e na noturna vigília,
estéreis,
baldadas lucubrações
esvaem-se,
fumo que são.
Inquieta-me, então,
saber-me hóspede de seus sonhos.
Serei?
Não importa!
Há pouco estava em meus braços.
Em meus braços ora trago
a formidável e notívaga angústia
dos sonhos desabitados
e do devagar andar das horas.
Contudo,
por instantes,
ele esteve em meus braços.
E sonhávamos.

Escrito por Benito Barros às 05h38
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O prefeito Flávio Veras foi entrevistado, ontem, pela TV Litoral.
Cinco destaques da entrevista:
1- O prefeito negou-se a dizer quem integrava “a quadrilha de ladrões que tinha na prefeitura”. Aliás, sempre que o entrevistador suscitava a questão, Flávio desconversava. A acusação é seriíssima e precisa ser devidamente esclarecida. O sr. Prefeito deve ser chamado à responsabilidade, sob pena de se considerar – se acharmos que o prefeito é uma pessoa séria e que procura dizer a verdade - todos os componentes do governo anterior como partícipes da tal quadrilha de ladrões.
2- Confidenciou ter, ele próprio, utilizado os serviços da maternidade.Ora, o Mais Generoso dos Generosos, o Supremo Dadivoso Bena I, também já se beneficiou dos serviços daquele nosocômio. Começamos a suspeitar de algo errado...
3- Fez mais uma acusação gravíssima (se não fosse ridícula) referindo-se ao leite que a prefeitura distribuía aos idosos. “Os velhinhos que estavam tomando o leite estavam morrendo.” Ele pretende substituir o antigo por leite em pó desnatado. Bravo! Só uma pergunta: o leite será comprado no Supermercado Mirante? Ah, sim!
4- Pretende fazer concurso público... depois das eleições. Por enquanto, apenas o festival de contratos temporários. Disse o prefeito: “Vou fazer o possível para ajudar as pessoas que me ajudaram.” Taí! Gostei da sinceridade.
5- Ao se referir a alguns adversários, Sua Excelência tratou-os como “cordeiros em pele de lobo”. Um equívoco de somenos...
Escrito por Benito Barros às 05h36
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