sempre sonhei
com o poema
mais desbragado
escancarado
desavergonhado
romântico
sideral via-expressa
de gala sublimada
no incauto papel
na lâmina inanimada de celulose
vísceras expostas
invertebrado ser
só pluma e penar
um poema
de tão romântico
grude
na memória
tuberculosa baba
melífluas
rimas
poema
olhar
poema
sorriso
de organza e tule
vestido
ou
enfeitado
com peça inteira
de chitão enfestado
Escrito por Benito Barros às 07h13
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
poema poema
poetado
em etéreo
vaporoso
vocabulário
nédio
poema
gordura luarenta
e demais
banalidades
de real
vazio
e sem sal
gelatina
no surrado caderno
guardado em minha noite
nas páginas
con
sagradas
ao escárnio
seu
Escrito por Benito Barros às 07h13
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|

ENFIM, UM PRESIDENTE SENSATO!
É, realmente, uma missão difícil, mas não impossível.
Eis aí um Presidente cônscio de sua enorme responsabilidade e que se porta com o devido respeito ao cargo que ocupa. Parabéns, Sr. Presidente. Conte conosco nesta ardente batalha contra as forças contrárias à lei e à ordem, notadamente, o nobre vereador e seu confrade Chapolin.
(E o bacana, companheiro Guerra, é que o Imperador já andou pelas verdes plagas.)
Escrito por Benito Barros às 03h05
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Composição infantil
Um dia, casei-me com a lua.
Ela ria, sabendo da inocência dos poetas.
Ela só me amava, mas continuava alva e bela no seu lugar
porque gostava de rir da inocência dos poetas.
Ela era só minha,
mas fazíamos questão que os outros pensassem
que ela não era de ninguém.
Todos os poetas a desposavam
- pobre ilusão!
Fazia-nos felizes ninguém saber
da nossa felicidade a dois.
Tivemos um filho.
Ele era pequeno e belo como ela. Mais bonito ainda,
tinha-me no coração.
Tocava-o com o cuidado
com que alisava minha ferida para que não me fizesse mal.
Um dia fomos passear e ele me contou que não era meu filho
e viera para mim porque gostava de manter-me na ilusão.
E fugiu.
Nunca mais eu quis conversa com a lua.
Hoje, coleciono ostras
- dos mais diversos feitios.
Dependendo do dia e da dor,
escolho uma para abrigar-me
do frio brilho da lua volúvel
e de todas as luzes.
Escrito por Benito Barros às 04h40
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
A animada festa de aniversário do Imperador





Escrito por Benito Barros às 06h31
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
I Jogos Olímpicos da Casqueira
Mais flagrantes
Da Natação


Antes do futebol americano

Comemoração da equipe de volei

Atleta da equipe de patins

Escrito por Benito Barros às 06h24
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Melodrama – ato I
Amara, certa feita, um amor impensado.
Um magno amor que não se cria, amara.
E cria-se, nele, por inútil, abandonado
o bem-querer que no peito lhe restara.
Então na solidão, no navegar insensato
de seu vivo olhar ninguém notara
fiapos de vida e o furor inato
de quem, sem tino e temor, amara.
E cria-se vazio o vazio que, não fizera,
a ruína do enorme amor malogrado,
pois em tempo algum alguém soubera
tão profundo o amor, ou ouvira o brado
do alvo do punhal que fez desfeito
tal desamor em tão estreito peito.
Escrito por Benito Barros às 05h49
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Adendo tenebroso
Foram 04 (quatro!) os partos ocorridos sem a devida assistência, neste final de semana. Um dos quais, na Praça das Mães, dentro de um carro particular.
O que dizer dos homúnculos que estão promovendo o fechamento da Maternidade José Varela?
Creio que já foram ultrapassados os limites entre a incúria e o crime.
DÓI, COMO DÓI!
A DOCE VINGANÇA DOS DESVALIDOS.
No final de semana, no bar Joca Drinks, na praça Henrique Lage, um vigilante tentou se vingar do tratamento dispensado aos companheiros de profissão, usando as armas de que dispunha no momento: o verbo e o dedo.
O verbo foi nas oiças. Já o dedo...
O Imperador rejeita peremptoriamente o uso desses dois expedientes, ainda que plenamente justificado.
De qualquer forma, todos hão de concordar: usar o dedo é menos grave, e mais doce, que outros artifícios percucientes.
ERRATA:
D. Lúcia teve o cordão umbilical cortado em Baixa do Meio, mesmo.
O companheiro Guerra considerou piada o “Ora, vá nascer na Baixa do Meio”...
Companheiro, esta é, infelizmente, a realidade.
Escrito por Benito Barros às 16h56
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Escutei, agora, um relato impressionante da história vivida por D. Lúcia, sobrinha de Labera, na madrugada do último sábado. Em trabalho de parto, a pobre senhora percorreu todas as instituições ligadas à saúde na busca de um médico que a assistisse. Em vão. Arranjaram-lhe uma ambulância para levá-la a João Câmara. Não conseguiu. Teve que parir na estrada, próximo a Baixa do Meio, assistida por D. Nair, sua vizinha, que fez as vezes de parteira. O cordão umbilical só foi devidamente cortado em João Câmara, onde finalmente teve como descansar.
Macau é uma das cidades de maior arrecadação no estado. Só com royalties recebemos milhões a cada mês. Então, como podemos definir, qual a palavra mais adequada para definir o descaso com a vida dos macauenses? Por favor, não respondam. Sintam, apenas.
Escrito por Benito Barros às 09h07
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
História em Quadrinhas
A rota do gozo acharam,
Após sofrerem o diabo.
Os onze, enfim, relaxaram
Quando tiraram o cabo.
- Esse negócio de não pagar hora extra aos coveiros rendeu uma história de pavor. A TV Litoral informou que Sgt. William viu-se obrigado a cavar a cova da própria mãe.
Se continuar este descaso com os mortos, sugiro depositar os cadáveres na esquina do Beco das Almas com a rua Barão do Rio Branco. Desse modo, o maior diplomata brasileiro em todos os tempos serviria de embaixador para as almas no momento de se embrenharem pelos recônditos.
- Menino, que ruma de chuva foi essa?! Foi água que nem presta! O Noé oficial do império ainda não retornou.
- A TV Litoral esteve, neste final de semana, envolvida num imbróglio bacana. O ex-vereador Zé Tetéo revelou, no programa Requinte, uns números, no mínimo estranhos, relativos ao fornecimento de alimentação pelo restaurante Paçoca de Ouro à Prefeitura, durante o primeiro mandato do atual prefeito. Segundo me informaram, (eu não assisti) André, o responsável pelo restaurante, tentou se justificar, mas não desmentiu as cifras.
Um empedernido Quarenta destilou veneno:
“Haja paçoca de OURO!”
- Bena I, o Ìnclito, foi graciosamente presenteado por Dorotéa e Maxwell, no programa Radiola de Ficha, com a bela página musical O Rabo do Jumento, de Elino Julião. Bena I, o Penhorado, assume o compromisso público de retribuir o carinhoso gesto. Aguardai carta, súditos incréus!
Escrito por Benito Barros às 05h30
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Tola Declaração de Direitos e Bens
De você,
o amor meão,
o sexo em recesso.
De mim,
vagidos no peito opresso.
De nós,
o fatal tempo de insucesso
completo
por seu desprezo.
Dos outros,
salvo-conduto para o menosprezo
do, aqui, expresso.
De todos,
a ampla ilusão do regresso.
Escrito por Benito Barros às 05h42
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|