Império da Casqueira


Sua Majestade Bena I, o Magnânimo, promoveu, por ocasião da passagem do seu natalício, os I Jogos Olímpicos da Casqueira. Eis alguns instantâneos capturados pelas lentes do Fotógrafo Oficial do Império.

O imperador preparando-se para as festividades.

Registro pictórico da mesma preparação.



Escrito por Benito Barros às 06h52
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Aquecendo-se.

 

Futebol espetacular.

 



Escrito por Benito Barros às 06h49
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Equipe de remo.

 

 

Momento de ternura durante partida de futebol americano.

Significativo  flagrante do Basquete.

  



Escrito por Benito Barros às 06h44
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Antes da esgrima.

A esgrima.

 

Os bastidores.

 



Escrito por Benito Barros às 06h40
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Momentos iniciais do triatlo.

 

 

Banho reparador após os jogos.

 

 



Escrito por Benito Barros às 06h35
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A luta  Greco-romana.

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 06h30
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A luta  Greco-romana em dia chuvoso.

 

 

 

 

Elemento da Guarda Imperial após a luta Greco-Romana.

 

 

 

O imperador sendo massageado antes da luta Greco-Romana.

 



Escrito por Benito Barros às 06h29
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A pose dos vitoriosos.

 

Comemorando.

Depois de exaustivas batalhas nos mais diversos campos esportivos, o merecido descanso.



Escrito por Benito Barros às 06h20
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Não descuidou, O Sapientíssimo, na mais importante data do Império, dos afazeres intelectuais. Com elevado orgulho  anunciamos os últimos achados arqueológicos do Sábio dos Sábios, Bena I.

Primeiro cetro do Império.

 

Súditos ancestrais em pleno exercício da cidadania imperial.

 



Escrito por Benito Barros às 06h15
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O imperador também recebeu presente.

 

 

Bena I, o Bondoso, agradece a todas as manifestações de apreço da parte dos súditos pela passagem do honroso natalício.



Escrito por Benito Barros às 06h08
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Se uma flor cair aos teus pés,

apanha-a e goza esse instante de eternidade

e sente o quanto és forte.

 

Se um homem cair aos teus pés,

levanta-o e experimenta o que a vida

de melhor nos oferece:

a ciência de nossa fraqueza

e do quanto somos passageiros.

 

Se uma idéia cair aos teus pés,

apanha-a e cria

o mundo que ela te sugere.

Fraco ou forte, eterno ou efêmero,

pouco importa como te sentirás,

apenas aproveita bem,

pois, nesse instante, e só nesse instante,

serás Homem

- correrá em tuas veias a seiva

demoníaca do Ser humano.



Escrito por Benito Barros às 06h34
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21 de abril, 15 h.

 

Há pouco mais de quatro décadas, nascia, na Maternidade José Varela, o Mais Reluzente dos Astros, A Andorinha Construtora de Todos os Verões, O Mais Sublime dos Varões.

Está brilhantemente anotado na História Universal da Casqueira: “Naquele fatídico 21 de abril das eras priscas, o mundo dava um formidável passo de qualidade – o verdadeiro ‘espetáculo de crescimento.” AVE!

Aos súditos desavisados, ávidos por demonstrarem o justo carinho ao Insigne Imperador, Sua Majestade convida todos a irem procurar uma edificante lavagem de roupa.



Escrito por Benito Barros às 06h34
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 Houve uma sessão na Câmara, esta semana, para discutir a situação da maternidade. Zé Antônio teve a oportunidade de expor toda a situação.

 

Algumas questões e pequenos comentários.

- Onde estão os que diziam não  haver o propósito de fechar a Maternidade?

- Dispensaram também Zé Antônio. Era pra ter sido dispensado desde janeiro, mas, um inadvertido servidor, sem conhecimento ou autorização do secretário, continuou a expedir fichas de consulta para Zé, até ontem. Vão ter que fazer um contrato  retroativo ao início do ano.

- Covardia:  os vereadores da situação foram unânimes em elogiar os feitos dos médicos dispensados. Igualmente foram unânimes no silêncio, quando perguntados o motivo de dispensá-los (os médicos).

- Até quando, hein? Pobre Macau.



Escrito por Benito Barros às 06h11
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Príncipes da Casqueira VIII



Escrito por Benito Barros às 06h10
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Na cascata de indiferença que despenca do teu olhar

banham-se despidas algumas mendigas esperanças.

 

Exausto, mas denodado,

iço velas, faço-me ao mar...

 

doutras inclementes indiferenças.

 

Se porto não existir

para as minhas desvairanças,

resta-me cerzir,

com os enfadonhos fios

do canto matinal das aves,

o sudário

das minhas esperanças.



Escrito por Benito Barros às 06h08
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Bela mensagem de uma música popular, lembrada por um anônimo.

 

“Sofre

a tua dor resignadamente...”



Escrito por Benito Barros às 15h12
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História em Quadrinhas

 

Tem gente que se lamenta

De ter tomado no rabo.

O rodo, foi nos Quarenta.

Nos Onze meteram o cabo.



Escrito por Benito Barros às 05h43
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Estrela da Manhã ou Da Poética

 

“Toi qui, forte comme un tropeau

De démons, vins, folle et parée

 

De mon esprit humilié

Faire ton lit et ton domaine;”

 Le Vampire, Baudelaire

 

A maldição não tarda.

 

Serpentes de cristal ferem a treva

na germinação da semente

do anátema.

 

Treva e luz.

 

O Demônio em todas as formas:

Abaddon, Bileto, Belial, Filotano, Gaab, Kobal,

e quantos componham sua medonha legião,

montam víboras de luz.

 

Treva e luz.

 

Tempo aziago.

Onde estava que não percebeu

as tramóias do Enganador

as trapaças do Invejoso?

 

Treva e luz.



Escrito por Benito Barros às 05h11
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Mas nada viu... nada sentiu...

cego pela luz,

entorpecido de treva.

 

Alvorece.

Eis! Nascido

o germe

do prazer em dor convertido.

 

O mon cher Belzébuth, je t’adore

 

...

 

No afã criador

- treva, luz -

o poeta rende preito a

Lúcifer.

 

Luz e treva.

Infinitas.



Escrito por Benito Barros às 05h10
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Vamos ver se agora dá certo.

Aí está, pois, a resposta aos reclamos do nobre edil e da ansiosa castanholeira.

 

 



Escrito por Benito Barros às 10h10
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As tradições pascais.

 

Recebi, e reproduzo, registros fotográficos de manifestações populares, próprias deste momento de incontido júbilo.

 

Louvamos a iniciativa de se preservar  tais manifestações, mas não poderia deixar de protestar pela escolha do modelo. Para mim, é injustificada. Não vejo, sinceramente, motivos para tal escolha. Por isso, reproduzo também um justíssimo grito de indignação vindo de praia bem distante das nossas.

 

De quê tanto esse povo reclama? De quê se lamenta o populacho? Por quê tanto chororô?

Alegria, meu povo. O momento é de júbilo.

De quê reclamam os que estão para nascer? Por que a Maternidade está prestes a fechar? Bobagem! Lembrai-vos que Cristo foi obrigado a nascer em Belém...

Vão, pois, silentes, nascer na Baixa do Meio!

Por que tanta reclamação?

De que reclamam os que estão para morrer? Por que os coveiros se negam a trabalhar além do expediente normal pois que se negam a pagar-lhes horas extras? Lembrai-vos dos que morrem à míngua nos campos de batalha. Eles não tiveram o luxo, que pretendeis, de uma cova rasa.

Ora, vão se enterrar na Baixa do Meio!

Por que tanta reclamação?

De que reclamam os idosos? Falta-lhes o leite? Já não vos sacieis do tanto leite que tomastes na infância?

Ora, vão tomar leite na Baixa do Meio.

Por que tanta reclamação?

Vosso lamento chega a Touros como uma irritante zoada de insetos enfeando a calma.

Não agüentamos mais ouvir tantas lamúrias.

Parai os queixumes, povo mal-agradecido!  

Cessai o choro, carpideiras desarrazoadas!

Não perturbeis a calma esmeraldina do mar de Touros, nesse nascer esplendoroso do dia.

Nascituros, idosos, moribundos... Alegrai-vos! Rejubilai-vos! Enfim, é Páscoa.

Este é um  momento para o perdão. É hora de esquecer.

Esquecer  as mazelas, os sofrimentos, as dores... e, principalmente, as promessas de campanha.

 



Escrito por Benito Barros às 07h06
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