Império da Casqueira


Tão Comendo Legal!!!!

A Leão & Leão da lama salgada

 

Um Interlocutor Privilegiado do Prefeito contou-me um fato interessante. Coisa, aliás,  que há muito desconfiava existir mas não tinha certeza, nem um testemunho tão confiável.  A história é simples: prestadores de serviços a TCL são pagos diretamente pela viúva.

Isso é legal? Faz parte do contrato? Também é verdade que os garis que trabalham para a TCL são pagos diretamente pela municipalidade? Isto também faz parte do contrato? Todos sabem que veículos da prefeitura, ou alugados por esta, eram e são utilizados pela TCL... repetimos a pergunta: é legal?

Há uma série de interrogações em torno do relacionamento desta empresa com a prefeitura, desde seu início, a nos conduzir a um lugar recheado de mal-cheirosas desconfianças.

Quando ainda não era o candidato do ex-prefeito Zé Antônio, o atual prefeito fez, durante uma festa de aniversário de sua filha no Lions Club, em 2004, algumas revelações comprometedoras, do relacionamento entre a TCL e o governo de então. Eram revelações, como dissemos, comprometedoras, mas sem consistência, pois se fossem verdadeiras aquelas denúncias, por que ele próprio, vice-prefeito à época, não tomou qualquer atitude? Se ele tinha tanto conhecimento dos delitos, por que não agiu? Lembremo-nos, como  agravante da postura do então vice, que naquele momento ele (e toda sua galera) havia sido escorraçado do grupo que estava efetivamente no poder. Ou seja, estava na oposição, ou, pelo menos, não participava mais diretamente do governo, nem mais recebia seu quinhão de benesses. Por que, então, repetimos, a inércia?

Alguém deve lembrar que, no início do ano passado, com alarde, anunciaram o rompimento informal do contrato (chegaram a dispensar garis) por quase um mês. Eu não tenho certeza, mas creio que. ao invés do anunciado divórcio, houve, sim, um acréscimo significativo nos valores contratuais.Era o que se comentava à época, mas não posso afirmá-lo com convicção. De qualquer forma, depois do pantim, o silêncio.

Depois, o silêncio! E que silêncio!

 

 

 



Escrito por Benito Barros às 09h11
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O CINEMA EM MACAU

                              DANILO (Aderbal de França)

 

            Macau progride dia a dia. Cidade que possue o particular impressionismo das salinas brancas, e das miragens, vai creando aspectos novos centros de sociabilidade. Si o prefeito melhora as condições gerais, os particulares criam e desenvolvem aspectos também diretamente ligados à sociedade.

            O Cine Teatro Éden é uma nova casa de diversões, em que o sr. Joaquim Marcelino do Vale acaba de aplicar mais de 200 contos de réis. Tem capacidade para 700 pessoas em lotação normal, possue um aparelho o que há de mais moderno, cadeiras da moda, um palco suficiente para qualquer representação teatral. O prédio é confortável, tendo anexo um bar luxuoso e um ótimo serviço de sorveteria.

            São essas as principais características do grande melhoramento que o comerciante Joaquim do Vale acaba de oferecer à sociedade macauense. As informações que me transmitiram sobre o novo cinema da cidade salineira entusiasmam a mim, por exemplo, que vivo na capital e só vejo um cinema em condições de nos servir bem.

 

Publicado em 26/11/1939, p.12 – JORNAL A REPÚBLICA

Coluna denominada: SOCIAIS

Texto enviado por Giovana Paiva, a Castanholeira. Mantida a grafia original



Escrito por Benito Barros às 10h51
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São risíveis, as justificativas apresentadas pelo Sr. Prefeito para as atitudes que vem tomando, ainda que, em alguns casos, plenamente justificáveis e legítimas.

Quanto às demissões de parentes de funcionários, que nenhum parentesco guardam com políticos, apenas dois comentários, para além dos que todos sobejamente sabem:

1º - Se, além do nepotismo – no caso, muitas vezes inexistente - se quer combater o empreguismo, por que não se procede a uma real depuração no quadro de cargos em comissão? Um interlocutor privilegiado do Sr. Prefeito nos revelou que o intuito declarado do Edil era tão-só aumentar o número de famílias contempladas com uma sinecura, e, com isso, ampliar o leque de dívidas eleitorais quitadas. Ah, bem!!!!

2º - Se o Sr. Flávio pretende utilizar as normas antinepotismo, é bom que ele tenha em mente que estas normas derivam em linha direta da interpretação do art. 37 da Constituição Federal  que determina: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ....”

O grifo e sublinhado são, logicamente, nossos e têm  a intuito de questionar Sua Excelência sobre a aplicação destes princípios (legalidade, impessoalidade e moralidade) levando-se em conta alguns episódios recentes, tais como: não pagamento de horas extras a quem efetivamente as cumpriu, utilização de barracas públicas em evento de suas lojas, etc, etc, etc.

Quanto aos dois princípios restantes (publicidade e eficiência), o Edil se antecipa na justificação do não cumprimento do segundo. Segundo ele, ainda não começou a governar pra valer, e, suas atitudes persecutórias se justificam pelo estado falimentar em que encontrou o erário municipal. Ele disse bem claramente aos vigilantes, em reunião no Hianto de Almeida, que “tinha recebido a prefeitura na falência.” Por que ele, então, não abre ao conhecimento público  as contas municipais de seus antecessores e as suas próprias? Estamos apenas nos referindo ao princípio da publicidade, que qualquer homem público bem-intencionado e com o mínimo de seriedade no trato do erário, levaria em conta e efetivamente poria em prática. Por fim, achamos por bem não  tecer maiores comentários sobre a inoperância administrativa (não eficiência) considerando o pouco tempo de governo, mas não podemos deixar de assinalar que nunca se proclamará eficiência na administração pública se não forem cumpridos, à risca, os demais princípios. O resto é engodo.



Escrito por Benito Barros às 10h44
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Para ilustrar a “verdade” da falta de recursos do município, decantada pelo atual prefeito, apresentamos a seguir um  quadro das receitas auferidas até 31 de março, excluídas as ditas  receitas próprias..

Transferências

Jan

Fev

Mar

ICMS

1.121.617,14

741.128,85

848.959,75



Escrito por Benito Barros às 10h43
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FPM (FUNDEF)

880.977,49

724.281,05

688.919,10

ROYALTIES

1.884.245,51

1.424.453,08

1.647.454,51



Escrito por Benito Barros às 10h43
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TOTAL MENSAL

3.886.840,14

2.889.862,98

3.185.333,36

TOTAL

3.886.840,14

6.776.703,12

9.962.036,48

Esta não é uma cidade pobre, é uma pobre cidade.



Escrito por Benito Barros às 10h42
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O Imperador comunica que sua ausência deste parlatório virtual se deve à eclampse de que foi acometido durante os estágios finais da gravidez de risco. Comunica, ainda, o Mais Generoso dos Monarcas, que, em breve, atualizará a pauta tornando público os mais palpitantes temas que agitaram a ilha vizinha ao Império. E, assunto é o que não falta.



Escrito por Benito Barros às 08h24
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Atendendo solicitações do nobre vereador. (Colaboração do compaheiro Guerra.)

 



Escrito por Benito Barros às 08h22
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Príncipes da Casqueira VI

 



Escrito por Benito Barros às 06h02
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As atividades do Império são tamanhas que o Excelso Imperador não se deu conta do que se passava no entorno, em terras vizinhas. Imaginava Bena I, o Obtuso, que Zé Antônio, Odete e Cia. haviam apoiado a candidatura de Flávio e que tinham  participado do efêmero governo do atual prefeito....Imaginem a ignorância da Sua Majestade: não é que ele pensava que Mário havia sido secretário do Sr. Flávio?!!! Santa ingenuidade! A estupidez imperial é tanta que Bena I, o Cego, julgava ter Flávio entrado na política como  candidato

de Afonso Lemos e que, num gesto sublime de fidelidade, abandonou o Sr. Lemos para se candidatar, com vice, na chapa do, hoje, execrado Zé Antônio. O  tolo imperador, ademais, supunha que TODAS as forças políticas tradicionais (PMDB, PTB, PSDB, PTB, PL et caterva) haviam apoiado a venal candidatura do Sr. Flávio, restando ao PFL uma candidatura com o intuito de desestabilizar a candidatura de Dr. Eduardo, que, por sua vez, contou apenas com o apoio de partidos nanicos e sem nenhuma tradição de poder no município (PSB, PT e PCdoB).

Um consciencioso ministro alerta Bena I, o Tapado, que houve mudanças significativas na segunda eleição – Odete teria apoiado Dr. Eduardo. Mas, por que? Indaga, Bena I, o Não Perspicaz. Responde um dos Ministros: “Nobilíssima Majestade, o Sr. Flávio, num gesto de extrema ousadia, mandou sua (dele)  esposa para frente da prefeitura exigir, do caudatário que ocupava a cadeira de prefeito, a expulsão, sem motivo aparente, do grupo liderado por Zé Antônio. Como sói acontecer, o fâmulo não se fez de rogado. De igual forma, hoje, o Sr. Flávio, e, decerto, com  razão, justifica seu (dele) não-governo pelo estado em que encontrou a prefeitura depois do ‘governo’ do seu (dele) acólito.”

“Mas por que tanta celeuma?” pergunta o Bena I, o Inquieto. O ministro mis afoito responde: “Majestade, por descuido do Psiquiatra-Mor do Império, algumas raras inteligências querem ver, na figura do atual edil, alguém com determinação para quebrar a seqüência de desgovernos, segundo eles, que infelicitaram  a pobre cidade.Mas, Nobríssimo Senhor, os fatos, parece-nos, têm derrubado tão graciosa tese. Senão, vejamos: de que forma o Sr. Flávio foi ‘eleito’? Houve, em toda história política do município, uma campanha mais marcada pela venalidade do que a do atual alcaide? Se ele está disposto, realmente, a mudar o rumo das coisas, por que abusou de comprar consciências? Será que ele pretende, uma vez que comprou boa parte do eleitorado, considerar como particular, a coisa pública? Será que ele pretende ter ressarcido, pelo  erário, o que gastou na campanha?Será que ele pretende utilizar, como extensão de suas lojas, os equipamentos (barracas, por exemplo) públicos? Uma outra pergunta não cala: se ele é tão bem intencionado, por que fugiu a todos os debates da campanha?”

O Mais Eminente dos Monarcas não se conteve: “Estupidez. Estupidez das estupidezes. De que adianta discutir qual o mais bonito, o mais traquinas, o mais sagaz, o mais, enfim, CARAI????!!!! Essas são questões que me faço quando quero namorar algum súdito, não quando decido escolher algum administrador. Não seria mais interessante se perguntar a respeito do projeto político em que se apoiou cada candidato?Se é que tinham algum!Alguma candidatura se alicerçou no intuito de fazer um governo baseado na honestidade, na transparência?

Escrito por Benito Barros às 05h38
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Alguma candidatura transportava, em seu ventre, um projeto político-admisnistrativo que contemplasse, com seriedade, as questões relativas à saúde e à educação do município? Aí, sim, só então devemos nos perguntar: o passado político do candidato condiz com o que ele prega? Os partidos que lhe presta apoio tem um passado alicerçado naquelas propostas?Enfim, qual a prática política passada que justifique a adoção não interesseira ou demagógica daquele projeto”

O mais temerário dos ministros resolveu explicar: “Mas, Muitíssimo Nobre Imperador, essa é a questão fundamental. Qual a seriedade de um projeto político calcado na venalidade explícita, desavergonhada? Quem compra almas, quem mercadeja consciências, pode ser considerado governante sério? Queira Deus, Vossa Proeminentíssima e Castíssima  Realeza não venha cair na tentação de comerciar os espíritos alheios. Se assim acontecesse, Vossa Suprema Majestade adquiriria alguns poucos serviçais sequiosos em defendê-lo e louvá-lo , mas, perderia o respeito dos que não se deixam vender, e, poria, pela facilidade da chegada ao poder que o dinheiro possibilita, o Vosso Vasto Império em perigo. Pensaria Vossa Dadivosa Majestade, e não sem uma certa razão, que ‘se comprei parte do eleitorado para me eleger, então, tudo me pertence’.A festa seria enorme, interminável, mas a população do Vosso Vastíssimo Império sofreria as tristes conseqüências. A plebe assistiria atônita, atoleimada e  prostrada, ao sumiço das enormes receitas auferidas, como tem acontecido em cidade vizinha ao Vosso Reino, sem que nenhuma ação ou obra verdadeiramente relevante fosse feita em benefício dos que realmente necessitam. O poder, então, seria exercido com PH, no da gente.”.

Um outro ministro, respaldado na súbita coragem do colega, resolveu intervir: “Altíssima Majestade, pode sair boa coisa do ventre apodrecido da venalidade?”.

Bena I, o Entojado, retirou-se para os braços aveludados do novel mancebo a seu serviço.

Meia hora depois, Bena I, o Regalado, assinou decreto punindo severamente o Psiquiatra-Mor pela imperícia demonstrada ao não identificar as causa reais dos desatinos verbais cometidos por aqueles contumazes feitores de trocadilhos desgraciosos. Resolveu ainda, o Mais Generoso dos Generosos, como compensação, decretar feriado à sobriedade. Logo empós, dirigiu-se à sua ermida, diligentemente erguida em Camapum, para, ao lado de “bacantes frias”, tecer respeitosas orações ao Grande Baco. 



Escrito por Benito Barros às 05h37
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- Domingo besta, alesado. Camapum, pra variar. Seu Benedito aceita temerariamente meu convite para sentar à mesa, no bar de Raimundo. Conversa agradável, maneira, sobre os personagens e acontecenças recentes. Não vi, eu juro!, não vi. Não assisti ao precioso momento histórico. Seu Benedito PAGOU três cervejas e ainda dispensou o troco (R$ 0,50), segundo me informou o estupefato Raimundo. O incrédulo proprietário do bar sugere uma missa a ser rezada pelas almas salvas (e não são poucas). Dada a importância da ocasião, advogo uma completa novena com todas as pompas.

 

- Estão esculhambando Camapum. Estão permitindo a entrada de carros e motos, aos domingos. Presenciei um projeto de acidente envolvendo uma moto e uma criança.

 

- Recebi fotos interessantes. Trata-se de prosaicos móveis usados, dispostos na via pública e protegidos do sol por barracas pertencentes à prefeitura. Uma paisagem aparentemente de somenos importância, mas que, aos olhos mais inquietos, revela um despudor desmedido no trato da coisa pública. Um fato singelo, mas emblemático. A prefeitura aparece aí, de forma indiscutível, como extensão dos negócios particulares.É bom esclarecer ao atual gerente do município que, não é porque se compra alguns eleitores, se vai poder usar, em benefício próprio, o que pertence a todos.

Como diria o velho Antônio Frederico, é infâmia demais!

 

- Na mesa vizinha, um grupo de gentis senhoras. A merda do som do bar vizinho não me permitiu ouvir toda a interessante conversa e os palpitantes temas que ali se tratava, mas deu pra pescar algumas curiosas frases.

“Eu sou garota de programa. Não sou rapariga.”

“Você é uma rapariga muito desorganizada.”

“Comigo, ela (a esposa do cliente) se fode. Eu deixo ele doidinho e ela vai ficar doidinha também.”.

Quem falou em tédio?



Escrito por Benito Barros às 05h36
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