Carnaval não é só brincadeira
Comenta-se na região que a banda É o tchan tocará no bloco Alto Astral, do Altofolia, no início de abril. Valor do contrato: R$ 35.000,00
Aí vem algum maledicente falar em superfaturamento só porque a mesma banda tocou em Macau, exatas 1:20 h., por 208 pilas!!!! Ah, mas teve também a celebérrima Dona Flor no meio do contrato.
Pesquisando no Houaiss, verifico que pila significa, em Portugal, pênis.
A gente - a plebe, a ralé, a reieira - que agüente.
Escrito por Benito Barros às 07h26
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Strokeback Mountain
Um vigilante municipal apanhou franco da polícia, em certo dia do carnaval. Seu crime foi, tão-só, elogiar um policial: “Ô bicho bonito. Ô bicho gostoso”
O que estaria por trás da reação do sarado (imagino!) meganha e do restante da soldadesca?
Vixe, mãinha!
Bar Império da Casqueira, no carnaval
Está frente a frente, face a face com a perfeição.
Na mesa ao lado, a perfeição finge nem existir.
Como ela está longe!
Melhor ir se calabrear de mel e esquecer
que a perfeição se acha tão à mão.
Eh! À mão.
Diminutivo caviloso
Diálogo na antiga Matarazzo, entre seu Zé Teixeira e um colega de trabalho:
- Eita, solzinho!
- Que é isso compadre, um sol de lascar desses e o senhor ainda chama de solzinho?
- É pra ver se ele se acalma um pouco.
Eu acho arretado essa nossa mania de usar uns estranhos diminutivos:
“Esse menino está agoniadozinho, ou, impacientezinho.”
“Eita, calorzinho féla.”
Escrito por Benito Barros às 06h42
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Flor do Lácio, inculta e bela
Da esquina Valdetário Carneiro, a principal do Império.
É toco!
Chaguinha da Loteria uma vez desfilou nu, em Barreiras. Ao saber da história,Wilton de Chico Mariano fez o seguinte comentário: “Fulano vai também andar nu, só pra tirar o toco dele.”
Manoel Trajano
Conheci Manoel Trajano muito rapidamente. Uma figura fantástica. Pena não que nunca mais o avistei. A nossa esquina seria menor se não o tivesse acolhido, ainda que por instantes.
Eu sou Manoel Trajano
da estirpe de Lampião,
trago o frio dos infernos
e o fogo da escuridão.
De sodoro e macambira
costurei minha perneira,
fabriquei o meu gibão
e meu único alimento
são as pedras do sertão.
Quem foi covarde comigo
há muito que já morreu,
foi parar no grande breu
sem ter paz e sem perdão,
taqualmente o cabra ruim
filho espúrio de Caim
herdeiro da falsidade
e esposo da traição.
Escrito por Benito Barros às 09h05
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Bar de Denílson, na Pista
Dia suarento!
Uma bicicleta, um cachorro.
Uma moto na contramão.
Suor, suor, suor!
A conversa nada edificante. Outras motos.
Calor de invejar os mortos!
A pedreira na bicicleta guiada pelo olhar curioso.
Bicicletas, bicicletas, bicicletas.
Calor dos diabos!
Motos, motos, motos.
Um ajudante de pedreiro em pleno ofício.
Calor dos infernos!
Um ônibus apinhado de operários.
Crianças jogando
o lixo caseiro na esquina.
Solzão do Satanás.
Motos, bicicletas, motos, bicicletas...
Sol, sol, sol e sol.
Diabos de tanto sol e tanto calor!
Jovens estudantes em bandos.
Jovens bonitos, lindos adolescentes, belos meninos.
Sol dos céus.
Escrito por Benito Barros às 08h49
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CULTURA DA MALA
Coisa de imbecil, esses carros com exagerados decibéis.
Presenciei, ontem, na esquina Valdetário Carneiro, dois cretinos disputando quem tinha mais potência... na traseira.
Escrito por Benito Barros às 04h22
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Fracasso
A imperatriz casqueirense desfilou na avenida mas não conseguiu nenhum prêmio.
Escrito por Benito Barros às 04h21
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