Recebi mote e glosa do poeta João Vicente, que sairá no carnaval como um autêntico filho dos pampas (Pelotas)
Mote: Se o diabo levasse tijibu,
Não tirava a rodia da cabeça.
Se hoje em dia Jesus descer à terra
Bem no centro da praça Conceição,
E sair arrastando pela mão
As pessoas de bem... Macau se ferra.
Como é certo que Ele nunca erra,
De político justo então se esqueça;
Quem ficar no inferno se abasteça
Pra assar, pra coser ou comer cru.
Se o Diabo levasse tijibu,
Não tirava a rodia da cabeça
Escrito por Benito Barros às 15h29
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Shakespeare em Camapum
A escolha do rei e da rainha do carnaval, ontem, foi marcada pela tragicomédia.
Primeiro, foi uma das candidatas à rainha, não satisfeita com o 3º lugar - NUM ACESSO DE LUCIDEZ – rasgou o prêmio conseguido: um abadá do Liseu. (ver nota anterior)
Bicudo I, o Barra, futuro ocupante do sólio momesco, amargou duras batalhas, mas conseguiu superar desmesurados inimigos na sua trajetória à realeza. São agruras experimentadas pelos grandes monarcas. O nosso futuro rei foi derrubado duas vezes, antes de alcançar o trono. O seu reinado, por isso mesmo e pelo que se verá adiante, anuncia-se forte, robusto, substancioso.
A primeira queda, momento doloroso lastimado pelos fiéis súditos, se deu em função da má distribuição da sua própria gordura. Ao tentar se acocorar, num passe arriscado de frevo, as nádegas pré-imperiais experimentaram a madeira, não tão nobre, do palco.
Depois, nosso futuro soberano experimentou a traiçoeira barrigada, pelas costas, de um despeitado pretendente ao trono. Novamente, os glúteos do futuro rei tiveram de amargar o rude aconchego das tábuas do palanque. Em defesa do Bicudo I, o Barra, e, para não o acusar de fraqueza, há que se considerar que o desleal concorrente não faria mal em nenhum tatame de sumô, e, que, em nenhum momento, o nosso rei perdeu a majestade.
Ao futuro monarca, um consolo: por conta das desproporções, suas nádegas não serão visitadas, tão cedo, por outras madeiras.
Será?????? Aguarde carta, caro soberano.
Escrito por Benito Barros às 16h02
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Principelhos
Os pimpolhos do poder se esbaldam na axé-music.
Primeiro, foram as crias de Zé. Criaram um tal de CDC para sair apenas às sextas-feiras de carnaval. Trio elétrico, banda de fora que gente fina é outra coisa. Finado o governo, findo o CDC.
Muda o governo, mudam os pimpolhos, muda o bloco. A vez agora é do Liseu, dos pimpolhos da vice-prefeita eleita. O mesmo esquema, a mesma brincadeira. É um liseu danado!
É mole, ou querem mais.
Que viva a orgia!
Que a gente, da ralé, se vira no mela-mela.
Escrito por Benito Barros às 09h19
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|